Aconteu
Agravam-se os problemas nos hospitais

Segundo a Ordem dos Médicos, Portugal perdeu num só ano mais de 400 camas hospitalares, situação que, aliada à falta de planeamento, contribui para o congestionamento dos hospitais de Norte a Sul do País. Este problema agravar-se-á quando Portugal entrar num período de maior epidemia de gripe, previsto para os próximos dias. «Isto é consequência inevitável das medidas tomadas por este Governo por razões economicistas, porque a saúde está a ser gerida como uma repartição de finanças», afirmou à Lusa o bastonário José Manuel Silva. «Enquanto a resposta dos cuidados de saúde primários não for adequada, as urgências hospitalares vão estar permanentemente congestionadas em períodos de maior procura», sublinhou, defendendo, como solução, a contratação de mais médicos de família.

Entretanto, o acesso aos serviços de urgências de alguns hospitais complicou-se ainda mais nos últimos dias, com tempos de espera que chegam a atingir as 18 horas, situação agravada pelo bloqueio no internamento nalgumas unidades por falta de camas.

Na segunda-feira, as corporações de bombeiros de concelhos do Oeste, servidos pelas urgências de Torres Vedras do Centro Hospitalar do Oeste, denunciaram que há ambulâncias a ficarem retidas no Hospital por falta de macas, comprometendo o socorro às populações.


Precariedade nos hipermercados

Um em cada quatro trabalhadores ao serviço de grandes superfícies comerciais tem um vínculo contratual temporário, divulgou, em 2014, o Jornal de Notícias. No total, 26,4 por cento dos trabalhadores, ou seja, 98,7 mil dos empregados registados em 2013 estava fora dos quadros da empresa para a qual trabalhava, sendo que 70,7 por cento do total eram mulheres.


Avenida Eusébio

Na segunda-feira, 5, dia em que se assinalou um ano sobre a morte de Eusébio, foi inaugurada uma avenida com nome do «Pantera Negra» em Lisboa, junto ao Estádio da Luz. A Avenida Eusébio da Silva Ferreira passa também a ser a morada do Estádio do Benfica.

A proposta de criação desta artéria foi aprovada, no dia 10 de Dezembro, por todas as forças políticas com assento na Câmara de Lisboa. «Além das suas enormes virtudes e conquistas desportivas, também o seu exemplo de humildade e demais qualidades humanas e pessoais fazem com que a memória do homem Eusébio da Silva Ferreira seja um legado que deixa a todos os portugueses e, em particular, aos munícipes de Lisboa», lia-se no documento.


China em alta velocidade

A China acrescentou, no final do ano passado, mais 3200 quilómetros à rede ferroviária de alta velocidade, estendendo esta tecnologia à região de Xinjuang, no Nordeste do país.

A nova linha férrea, entre Lanzhou e Urumqi, a capital de Xinjiang, com 1776 quilómetros de extensão, é também a primeira do género construída numa região de altitude. Simultaneamente, começaram a funcionar duas linhas ferroviárias de alta velocidade, ambas no Sul da China.

No final de 2013, a rede ferroviária chinesa de alta velocidade era já a mais extensa do mundo, com cerca de 11 mil quilómetros, mais do que a França e o Japão juntos, que foram os países pioneiros desta tecnologia.

Neste país foi ainda inaugurado, no dia 12 de Dezembro, um rio artificial com uma extensão de 1400 quilómetros, de Sul para Norte. Construído ao longo de 11 anos, o projecto terá custado 65 mil milhões de euros, e irá transportar, através de canais e fluxos de água, quase 10 mil milhões de metros cúbicos por ano para regiões onde a falta de água afecta as populações e as empresas.

A obra inclui três rotas, prevendo-se que a água comece a abastecer Pequim no final do presente ano.


Mora apoia a natalidade

Em 2014, a Câmara de Mora atribuiu 21 mil euros em subsídios de apoio à natalidade, uma verba correspondente ao nascimento de 22 bebés no concelho. Segundo deu a conhecer esta semana a autarquia CDU, naquele concelho nasceram sete primeiros filhos e 10 segundos filhos, a que se juntam quatro terceiros e um quarto filho.

No total, desde Outubro de 2004, quando lançou a sua política de apoio à natalidade, e até Dezembro de 2014, a Câmara de Mora já apoiou o nascimento de 235 bebés, com um valor global de subsídios de 181 500 euros.

Destes 235 novos habitantes, 137 foram primeiros filhos, 68 segundos filhos, 22 terceiros filhos, seis quartos filhos e dois quintos filhos.

A Câmara Municipal subsidia os nascimentos no concelho com 500 euros para o primeiro filho, mil euros para o segundo e 1500 euros a partir do terceiro.



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