Breves
Mbarek Daoudi<br>em risco de vida

Mbarek Daoudi, preso político saharaui, está em greve de fome desde dia 1 de Novembro e o seu estado de saúde é muito preocupante, denunciou esta semana em comunicado a Frente Polisário. Detido na prisão de Salé (Rabat), Mbarek Daoudi está há mais de um ano à espera de julgamento. Formalmente, é acusado do «crime» de posse de arma – que a família alega ser uma herança e de estar há décadas sem disparar –, mas a Frente Polisário atribui a prisão ao facto de Daoudi ter denunciado e indicado a localização de valas comuns de cidadãos saharauis assassinados pelas autoridades marroquinas a organizações estrangeiras.

De acordo com informações da família e de outros presos políticos encarcerados em Salé, Daoudi não consegue falar nem levantar-se, tem dificuldades em abrir os olhos, tem dores intensas e problemas de rins, vomita sangue e tem perda de sangue pelos olhos.

A Frente Polisário apela à solidariedade com Mbarek Daoudi, designadamente pressionando o governo marroquino para que lhe preste assistência médica, melhore as condições na prisão e proceda a um julgamento justo.


Estado judeu

A OLP condenou anteontem, 25, o projecto de lei israelita para reforçar o carácter judaico do Estado hebreu, considerando-o uma tentativa de «matar a solução de dois estados» israelita e palestiniano e impor o projecto do «Grande Israel» e do carácter judaico do Estado no território da Palestina histórica».

O texto, aprovado no domingo pelo governo de Telavive e que terá de ser aprovado no parlamento, propõe que Israel passe a ser definido como «o Estado nacional do povo judeu», abandonando a actual designação de Estado «judeu e democrático».

Apontando o «racismo ideológico» do texto, a OLP acusa Israel de tentar «apagar a presença palestiniana», liquidando o direito ao regresso dos refugiados palestinianos, que foram expulsos desde a fundação em 1948 do Estado de Israel.