• Paulo Raimundo
    Membro da Comissão Política

Com uma JCP mais forte, é a luta juvenil que se reforça
Avante com Abril!

Nos próximos dias 5 e 6 de Abril realiza-se em Lisboa o 10.º Congresso da JCP. Um Congresso que há muito está em construção, que analisa as brutais alterações nas condições de vida da juventude nos últimos três anos e que procura, a cada momento, dinamizar o processo de luta. Um Congresso profundamente ligado à juventude, às suas características, formas de estar, preocupações e anseios.

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Um Congresso que, pela análise que faz da realidade juvenil, pelas propostas que avança, pela confiança que expressa nas capacidades e no papel do movimento juvenil, na sua disponibilidade e criatividade, se transforma na grande referência e momento de discussão e luta da juventude portuguesa.

Roubo dos direitos e da vida, brutal aumento do desemprego e da chaga social da precariedade, emigração forçada, milhares de estudantes afastados do Ensino Superior, alterações profundas nas escolas do Ensino Básico e Secundário, com um exponencial crescimento das vertentes profissionalizantes, milhares de jovens empurrados para a desesperança, uma ofensiva ideológica de grande amplitude e dimensão caracterizam, em traços muito gerais, a situação social da juventude e o quadro em que se realiza o Congresso. Mas há outro traço fundamental e estratégico: a disponibilidade para a luta, acção e iniciativa, e uma crescente abertura por parte de muitos jovens para se aproximarem e juntarem à JCP.

Os mais de 800 estudantes do Ensino Básico e Secundário que, a partir de um postal de afirmação, desde Janeiro até agora, decidiram dar o seu contacto à JCP (e com centenas a inscrever-se), a forma como os militantes e activistas da JCP são recebidos à porta das escolas, empresas e instituições do Ensino Superior e as discussões que aí se travam, são provas desse mesmo ambiente e disponibilidades. Isto também é Congresso, ligação à vida, ligação à luta, que encontra e vai buscar a essa luta os seus protagonistas para reforçar a organização e, com essa organização mais forte, passa a ter condições para elevar a luta juvenil.

Na frente da luta

Pelas características próprias da juventude, para muitos será a sua última participação num congresso da JCP – irão agora reforçar o trabalho do Partido com diferentes tarefas mas com o mesmo empenho. Mas o que caracteriza este processo são as centenas de militantes e amigos que, pela primeira vez, participam num congresso. Muitos dos que irão confluir na Faculdade de Medicina Dentária, em Lisboa, nem sonham que lá estarão: são jovens destacados na luta juvenil, gente disponível para a participação e intervenção, que está na primeira linha de combate e que vão ser recrutados e envolvidos no trabalho da organização.

Muitos deles foram os principais dinamizadores da luta que se travou nas escolas, no passado dia 13, em defesa da educação pública, e que trouxe milhares de estudantes do Ensino Básico e Secundário para a luta e para as ruas; muitos são os que, hoje mesmo, em muitas escolas do Porto e de outros pontos do País, estão novamente a sair à rua e que voltarão à carga no dia 24 de Março, Dia do Estudante.

Certamente que muitos também serão os que, em situações muito difíceis, lutam nas empresas e locais de trabalho e estão empenhados em construir, em Lisboa, uma grande acção de luta dos jovens trabalhadores no próximo dia 28 de Março, Dia da Juventude. Muitos serão os que, em cada instituição do Ensino Superior, lutam pelo direito a estudar e que procuram construir a unidade com os seus colegas para que sejam criadas as condições para que também eles voltem à rua.

Muitos dos que participarão no Congresso despertam hoje para a raiz da injustiça, da exploração, da destruição das suas e das vidas dos seus familiares.

Afirmação de força e combatividade

Realizado num momento alto da luta juvenil, em cima das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, praticamente em período de campanha das eleições para o Parlamento Europeu e no quadro da ofensiva política, social e económica em curso, o Congresso da JCP assume-se como realização de grande importância para o PCP, o Partido da Juventude. Na recta final da sua preparação, cabe ao Partido dar o seu imprescindível contributo para o sucesso do Congresso.

Um contributo que exige mais conhecimento da acção e dinâmica próprias da JCP e que, partindo das realidades específicas de prioridades de acção, linhas próprias de organização, das especificidades de intervenção a partir do grau de autonomia que o Partido confere à JCP, significa reforço do Partido, sucesso e alargamento da sua influência, projecto e ideal junto da juventude. Um contributo político e ideológico, mas também no conjunto amplo de tarefas que se colocam nesta fase, com destaque para a mobilização da juventude para os dois dias do Congresso.

Um Congresso que, a par da discussão no seu recinto, levará às ruas de Lisboa, no sábado à noite, uma grande afirmação de força, combatividade, de Abril e dos seus valores; levará para as ruas e para a juventude a alegria de viver e de lutar.

Há muito por fazer, muitas são certamente as insuficiências no trabalho e organização, mas «Avante com Abril» não é um simples lema para ficar no ouvido. É uma expressão de confiança e actualidade dos valores de Abril no presente e futuro da juventude e, acima de tudo, é uma afirmação determinada dos jovens comunistas do seu compromisso em intensificar e alargar a luta juvenil e de reforçar o seu Partido.

 



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