PCP responde ao Público
Mentiras, deturpações e manipulações

Reagindo a um pretenso balanço do trabalho dos deputados portugueses, publicado na edição de dia 10 no jornal Público, os deputados do PCP no Parlamento Europeu acusam o diário de «enaltecimento e hipervalorização de determinados deputados por um lado, e de menorização e desvalorização dos deputados do PCP, por outro».

Em carta dirigida à directora do jornal, o PCP desmente a afirmação de que todos os relatórios do deputado João Ferreira sejam da área das pescas, notando em simultâneo que, contrariamente à opinião expressa pela autora da peça, o sector das pescas não é de «importância secundária» para um País como Portugal que possui a maior Zona Económica Exclusiva da Europa.

Não obstante, o texto esclarece que pertence igualmente a João Ferreira «um relatório de iniciativa sobre uma "abordagem comunitária sobre a prevenção de catástrofes naturais ou provocadas pelo homem", no qual se avançam propostas (em alguns casos pioneiras) – sob a forma de recomendações à Comissão Europeia aprovadas pelo Parlamento Europeu – em domínios como a erosão costeira, a seca, os incêndios, entre outros».

O Público omite igualmente outros importantes relatórios de deputados do PCP, que marcaram a agenda do Parlamento, como por exemplo o relatório que recomenda a instituição de um rendimento mínimo a nível europeu, da autoria da deputada Ilda Figueiredo, ou o relatório sobre a igualdade entre homens e mulheres, da responsabilidade da deputada Inês Zuber.

De resto, relativamente a Inês Zuber, a correspondente do Público desvaloriza claramente a sua actividade, sentenciando sumariamente que a deputada «não teve muito tempo para se afirmar».

Lembrando os factos que a jornalista ignorou, o PCP sublinha que a deputada Inês Zuber é membro de quatro comissões parlamentares, nomeadamente da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais, na qual assume uma das vice-presidências.

Ao longo dos seus dois anos de mandato, acrescenta a nota, Inês Zuber «foi responsável por dois relatórios, cinco pareceres, 280 perguntas parlamentares e muitas propostas de alteração a diversos dossiers, em especial da área do emprego e assuntos sociais e dos direitos das mulheres e igualdade».

Quanto às intervenções orais, o PCP recorda que João Ferreira, Ilda Figueiredo e Inês Zuber foram responsáveis por 326, 168 e 100 intervenções respectivamente, muito mais do que a soma das intervenções dos três deputados do PS, referidos pelo Público como tendo protagonizado «o número máximo de intervenções reais».

A ausência de objectividade nos critérios utilizados é ainda patente na valorização de um deputado do PSD pelo trabalho desenvolvido no respectivo grupo, e na total omissão do facto de a deputada Ilda Figueiredo ter sido, durante cerca de metade do mandato, vice-presidente do Grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica, funções agora desempenhadas por João Ferreira.

Quanto ao expediente de «trabalhar para as estatísticas», descrito pela jornalista como o «hábito de apresentar minúsculas declarações escritas, para serem incluídas na acta das sessões plenárias», o PCP salienta que os seus deputados não utilizam tal prática.




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