Breves
Líbia

O território líbio é plataforma giratória para o tráfico de armas que está a alimentar conflitos em pelo menos 14 países, alertou, dia 10, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o responsável pela comissão de sanções à Líbia. Para o ruandês Eugene Gasana, o controlo de importantes paióis e portos marítimos, bem como das fronteiras terrestres do país por parte de grupos milicianos, facilita o comércio ilegal de armamento destinado a grupos terroristas que operam em 14 conflitos em mais que um continente.

Entretanto, a situação no país que a NATO bombardeou está a fazer três anos, degradou-se consideravelmente, com o primeiro-ministro, Ali Zeidan, a ser destituído de funções pelo parlamento, terça-feira, 11, e obrigado a fugir antes que fosse concretizada a ordem de detenção emitida pelo denominado procurador-geral do país.

O afastamento de Zeidan ocorreu depois de um petroleiro ter furado o bloqueio naval imposto aos navios que carregam crude no porto de Sidra, controlado pelas autoridades secessionistas da Cirenaica.

O navio, noticiado como sendo norte-coreano até as autoridades de Pyongyang negarem veementemente a sua propriedade ou sequer responsabilidades no seu registo, foi, já esta semana, tomado de assalto por forças especiais dos EUA.

O actual chefe de governo interino, até agora ministro de Defesa, compromete-se a dar combate aos grupos que controlam, de facto, o território. A tarefa é difícil, tanto mais que esta segunda-feira, 17, em Benghazi, capital da Cirenaica, a autoridade do Estado central voltou a ser colocada em causa de forma violenta, com a explosão de um carro-bomba numa academia militar com um saldo de sete mortos e 12 feridos graves, justamente após a cerimónia de graduação de novos cadetes.


Colômbia

Uma só candidatura presidencial vai ser apresentada pela União Patriótica (UP) e pelo Pólo Democrático Alternativo (PDA) nas eleições colombianas do próximo dia 25 de Maio, anunciaram, quinta-feira, 13, as organizações políticas. Clara López, do PDA, encabeça a corrida à chefia do Estado e do governo, enquanto que Aída Avella será candidata a vice-presidente, não estando colocados de parte mais desenvolvimentos no que toca à unidade com outras candidaturas de esquerda, progressistas e democráticas.

Paralelamente, e no rescaldo das legislativas, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) mostraram-se cépticas quanto à ratificação pelos deputados e senadores eleitos de um acordo entre a guerrilha e o governo, e insistiram que o processo «eleitoral» evidenciou a necessidade de refundar o regime, nomeadamente com a convocatória de uma Assembleia Constituinte.

Opinião semelhante manifestaram os delegados da Assembleia Camponesa, Étnica e Popular, para quem as grandes questões políticas, económicas e sociais da Colômbia só podem ser afrontadas com mudanças profundas. A iniciativa terminou com uma marcha de milhares de agricultores, camponeses, operários, membros de comunidades originárias, defensores e activistas dos direitos humanos em Bogotá, na qual se denunciou, entre outras matérias, o arrastamento, por parte do governo, das negociações, iniciadas há seis meses como contrapartida para o levantamento de uma greve nacional. Adiamento cujo objectivo, frisaram, é manter os privilégios dos grandes agrários e do capital internacional, beneficiários do Tratado de Livre Comércio com os EUA e do modelo de depredação dos recursos naturais vigente.

 


Equador

Sete pessoas foram condenadas por envolvimento no golpe que, em Setembro de 2010, tentou derrubar o presidente Rafael Correa. A Justiça equatoriana sentenciou a quatro anos de prisão efectiva o grupo que ocupou e interrompeu o sinal da televisão pública do país enquanto o chefe de Estado se encontrava detido num hospital afecto a uma escola prática de polícia.


Sipri

O comércio de armas cresceu, em 2013, 14 por cento face ao ano anterior, informou o Instituto de Investigação sobre a Paz. Segundo o Sipri, EUA e Rússia lideram o negócio a nível mundial, seguidos da Alemanha. Entre os importadores destaca-se a Índia, e, na Europa, a Grã-Bretanha e... a Grécia.