Incêndios florestais

«Enquanto não se alterar a política de fundo, persistirão as situações dramáticas como as que têm vindo sistematicamente a assolar as populações, a vitimar os bombeiros e a empobrecer o País», comentou a CGTP-IN, anteontem. Numa nota em que expressou solidariedade para com os bombeiros, a central considera inadmissível que o Estado gaste quatro vezes mais no combate aos incêndios (um custo previsto de 74 milhões de euros) do que com a sua prevenção (cerca de 20 milhões).

Persistem o desordenamento e o mau estado da floresta portuguesa, conjugados com a falta de investimento na prevenção e limpeza e a indefinição funcional, relativamente aos organismos do Estado responsáveis pela fiscalização e aplicação da lei. E acresce, acentua a Intersindical, que o Governo persiste em reduzir trabalhadores, ao invés de reforçar o quadro de efectivos do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Este, na sua estrutura orgânica, deixou de contar com um organismo específico responsável pelo acompanhamento da área dos fogos florestais, que passaram a ser tratados juntamente com as doenças florestais.

Face aos graves acidentes registados nos últimos dias, a CGTP-IN expressa a sua solidariedade aos «homens e mulheres que, por vezes com parcos meios ao seu dispor e pondo em risco a sua própria vida, continuam a dar o seu melhor».




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