Breves
República Checa antecipa eleições

O presidente da república Checa, Milos Zeman, convocou, dia 23, eleições legislativas antecipadas para 25 e 26 de Outubro. A decisão foi anunciada três dias depois de a câmara baixa do Parlamento ter aprovado por dois terços a sua autodissolução.

A crise política foi provocada por um escândalo de corrupção e abuso de poder que levou à demissão, em Junho, do governo de centro-direita de Petr Necas, no poder desde meados de 2010.

Procurando evitar eleições, Milos Zeman encarregou o economista Jiri Rusnok de formar um novo governo, mas este não obteve a confiança do parlamento.

As últimas sondagens dão a vitória ao partido social-democrata, colocam em segundo lugar os liberais conservadores do TOP 09 e em terceiro lugar o partido comunista da Boémia Morávia (KSCM), remetendo para o quarto lugar o partido cívico democrata (ODS), do antigo presidente checo Vaclav Klaus.


Desempregados sem subsídio

Só um terço dos cerca de seis milhões de desempregados em Espanha aufere algum tipo de prestação social, enquanto os restantes dois terços, cerca de quatro milhões de pessoas, estão excluídas de qualquer apoio.

O estudo divulgado, dia 20, pela central sindical Comisiones Obreras (CCOO), indica ainda que 71,1 das mulheres desempregadas não recebem subsídio, ou seja, apenas 28,9 por cento beneficia de uma prestação. No caso dos homens desempregados, 39,2 por cento aufere prestações.

As CCOO afirma que esta situação resulta das reformas laborais realizadas nos últimos anos e dos cortes sociais efectuados pelo actual governo, notando que o número de beneficiários de apoios sociais diminuiu 2,6 pontos percentuais no segundo trimestre do ano.

O problema atinge com particular gravidade os desempregados de longa duração (com mais de um ano no desemprego), 60 por cento dos quais não têm qualquer cobertura. No caso das mulheres desempregadas há mais de um ano, 77 por cento não recebem qualquer subsídio.


Grécia admite novo resgate

Depois de vários responsáveis europeus terem considerado indispensável um novo resgate à Grécia, o ministro das Finanças grego, Yannis Sturnaras, reconheceu, dia 25, a possibilidade de o país necessitar de nova ajuda financeira.

Em declarações à imprensa, Sturnaras admitiu que o governo poderá precisar de uma ajuda financeira «sem condições» num valor de dez mil milhões de euros, afastando a hipótese de um novo perdão da dívida, embora não tenha descartado a necessidade do seu reescalonamento.

No final do primeiro semestre, a dívida pública grega ascendeu a 321 mil milhões de euros, correspondentes a 180 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), agravando-se em 18 mil milhões de euros face a Junho de 2012.

Os dois primeiros programas de «ajuda» financeira elevaram-se a 240 mil milhões. A economia está em recessão há cinco anos.


Catalunya Banc faz cortes drásticos

O Catalunya Banc anunciou na semana passada a intenção de reduzir cerca de 2500 trabalhadores num universo de 7200. A instituição bancária da Catalunha pretende pagar indemnizações mínimas correspondentes a 20 dias por ano trabalhado, num máximo de 12 mensalidades.

O plano prevê ainda o encerramento de 448 dependências bancárias em toda a Espanha.

Desde 2008, o sector bancário espanhol já destruiu 42 200 empregos e encerrou cerca de 7900 sucursais.

Dados do Banco Central Europeu revelados este mês indicam que em toda a União Europeia o número de delegações bancárias diminuiu em 20 mil desde 2008, 14 700 das quais foram encerradas na zona euro.

No conjunto dos 27, o sector bancário destruiu mais de 222 mil empregos, desde 2008, dos quais 128 mil nos países da UE.

Apenas em alguns países, a rede de balcões da banca registou um crescimento no ano passado, caso da Polónia (4%), da República Checa (2,3%) ou da Lituânia (1,8%).