As condições do mercado de trabalho continuam extremamente difícieis, com o ajustamento a acontecer sobretudo através da destruição de emprego.”

(Relatório do FMI,
Diário Económico, 14.6.13)

 

Continua sem ser claro quanto tempo vai demorar até o ajustamento do mercado de trabalho ficar completo, sem políticas para induzir mudanças que facilitem o declínio dos salários nominais.”

(Idem, ibidem)

 

Pode ser necessária uma reforma mais ambiciosa para promover maior flexibilidade salarial.”

(Idem, ibidem)

 

Passos promete ao FMI cortar o dobro da despesa já em 2013.”

(Manchete do Diário de Notícias, 14.6.13)

 

[O relatório do FMI] É um exercício de desonestidade intelectual porque o Fundo não pode fazer seis avaliações a elogiar o processo de ajustamento e descobrir à sétima avaliação, inesperadamente, que afinal o «sucesso» assentava em pés de barro e pode estar à beira de tornar-se um novo fracasso, a seguir ao grego.”

(Nicolau Santos,
Expresso, 15.6.13)

 

Mas este relatório é também a confissão de que a receita está a falhar, nomeadamente no que toca à sustentabilidade do pagamento da dívida externa.”

(Idem, ibidem)

 

Olhar para o sistema educativo como um instrumento para produzir uma casta de privilegiados qualificados, face a uma maioria de trabalhadores empobrecidos e apenas qualificados para a função imediata, não é apenas uma regessão civilizacional, é acima de tudo hipotecar qualquer possibilidade de desenvolvimento económico e social equilibrado.”

(João Sebastião,
Público, 16.6.13)

 

Passos Coelho sonha com uma lei de serviços mínimos que transforme o direito à greve numa anedota. Como se não tivéssemos já anedotas suficientes.”

(José Vítor Malheiros.
Público, 18.6.13)

 

[Os argumentos do Governo para não adiar os exames] obedem a uma lógica de guerra e não de consenso.”

(Soromenho Marques,
Diário Económico, 18.6.13)

 

O Governo só prejudica o País, ao mesmo tempo que se entrega, e nos entraga, nas mãos da troika.”

(Helena Pinto Sousa, ibidem)