Breves
Governo cai na República Checa

O primeiro-ministro da República Checa, Petr Necas, anunciou, no domingo, 16, a sua demissão, após a prisão, na véspera, da directora do seu gabinete, Jana Nagyova.

Nagyova é acusada de corrupção política e de ter usado os serviços de informações militares em benefício pessoal e em prol de uma empresa da mulher de Petr Necas. O general Ondrej Palenik, chefe dos serviços, foi também detido preventivamente.

Necas defendeu a continuação da actual coligação de centro-direita até às legislativas de Maio de 2014. Por seu turno a oposição social-democrata vê na realização de eleições antecipadas a única forma de resolver a crise política.


Búlgaros recusam magnata

O magnata da imprensa e deputado, Delyan Peevski, renunciou no sábado, 15, à chefia do Serviço Nacional de Segurança (DANS), após fortes protestos populares na capital, Sófia, e outras cidades da Bulgária.

Os manifestantes repudiaram a nomeação, lembrando que Peevski é suspeito de corrupção e ligação a redes criminosas, para além da sua família ser detentora de um império mediático, com seis jornais, uma estação televisiva, vários sites Internet e uma grande empresa de distribuição de imprensa.

A nomeação de Peevski foi indicada pelo partido muçulmano da minoria turca (MDL), que se aliou aos socialistas para formar governo, na sequência das eleições de 12 de Maio.


Dívidas sobem em Espanha e Itália

A dívida pública espanhola aumentou 19,09 por cento no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo de 2012, atingindo o máximo histórico de 922 828 milhões de euros, ou seja 88,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), segundo revelou, dia 14, o Banco de Espanha.

Também o Banco de Itália anunciou, no mesmo dia, que a dívida pública voltou a aumentar em Abril para um valor recorde de 2,041 biliões de euros, o que representa um aumento 52 600 milhões face ao mês de Dezembro e de 83 300 milhões de euros face a Abril de 2012, rondando já os 130 por cento do PIB.


Lojas Virgin ocupadas em França

Os trabalhadores da cadeia de lojas Virgin de artigos culturais mantinham, na segunda-feira, 17, vários estabelecimentos ocupados, reclamando melhores condições para os cerca de mil efectivos que estão na iminência de perder os postos de trabalho.

As ocupações começaram no início da semana passada após o Tribunal de Comércio de Paris ter rejeitado todas as ofertas de aquisição parcial das 26 lojas. Ao fim da tarde de segunda-feira, a mesma instância pronunciou-se pela liquidação judicial da cadeia.

O plano de despedimento colectivo prevê apenas oito milhões de euros para compromissos laborais. Os trabalhadores exigem a duplicação deste montante.


CGT contra reforma das pensões

O líder da maior central sindical francesa, Thierry Lepaon, anunciou, na segunda-feira, 17, um calendário de acções contra as alterações no sistema de pensões de reforma preconizadas pelo governo.

A CGT rejeita a convergência dos regimes de pensões público e privado e exige a taxação dos rendimentos financeiros para garantir os direitos de protecção social.

Para contrariar os desígnios do governo socialista, «cada vez mais sensível aos desejos do patronato», a CGT vai realizar quatro concentrações e prevê uma grande jornada de luta para Setembro.


Tribunal anula cláusulas abusivas

O Tribunal Supremo espanhol confirmou, dia 12, a nulidade das cláusulas nos contratos de hipoteca que permitem transformar as taxas variáveis em taxas fixas sempre que a referência Euribor desce abaixo de determinados limites.

O Tribunal considera que estas cláusulas, conhecidas em Espanha como «solo», só serão «lícitas» se o consumidor as aceitar conscientemente e com conhecimento das suas implicações. E serão consideradas nulas quando se tenha criado a «aparência» de um contrato de juro variável mas se aplica, em algumas situações, um juro fixo.