Breves
Oncologia no Barreiro/Montijo

A maioria rejeitou recentemente o projecto de resolução do PCP que recomendava ao Governo a continuidade do serviço de oncologia do centro hospitalar Barreiro/Montijo. A sua discussão ocorreu conjuntamente com uma petição subscrita por 5000 cidadãos na qual afirmavam a sua total discordância pela redução de médicos desta especialidade.

No texto, os signatários diziam não descortinar «qualquer razão válida para o desprover de recursos humanos especializados» e alertavam que, com esta medida, «fica posto em causa o interesse público». Registado era ainda o facto de este centro hospitalar ter o «ciclo completo para diagnóstico e tratamento de doentes oncológicos, único na península de Setúbal».

Para o deputado comunista Bruno Dias, o adiamento da resolução definitiva das carências registadas naquele serviço indiciam um «comportamento desumano do Governo relativamente aos doentes oncológicos».

 


Precioso Borda D' Água

O deputado comunista Bruno Dias, intervindo no passado dia 12 na Comissão de Economia, surpreendeu os presentes ao recorrer ao Borda D' Água como ajuda para decifrar o pensamento do Governo no que toca ao investimento.

Questionando-se sobre qual seria a estratégia do Executivo para os próximos tempos, exibiu a dado passo o velho almanaque para antever o que acontecerá nos próximos meses.

«Agora compreendo as declarações de Vítor Gaspar [na semana passada no Parlamento], que tem em conta o Borda D' Água na leitura que o Governo faz do investimento privado», constituindo-se como «elemento central da estratégia do Governo», confessou, irónico, o deputado comunista, desencadeando o riso geral.

Recorde-se que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar admitira a 6 de Junho que o comportamento do investimento era «muito preocupante» e que a isso não seria alheio as «condições meteorológicas» no primeiro trimestre do ano.

«Previsões meteorológicas à parte», Bruno Dias acusou depois o Governo de não saber qual o impacto do chamado «super pacote fiscal», nem quanto ao número de empresas abrangidas nem quanto à previsão do valor global do investimento que poderá vir a beneficiar do novo regime. A ausência de resposta concreta do ministro da Economia confirmou esse desconhecimento.