No sector da vigilância
Travar a ofensiva dos patrões

No boletim de Novembro, a Organização dos Trabalhadores Comunistas do Sector da Vigilância de Lisboa realça as razões que os trabalhadores deste sector têm para aderir de forma massiva à greve geral de dia 14. Sustenta o Partido que os patrões «aproveitam o clima geral de selvajaria, de roubos e de destruição de direitos do trabalho» para procurarem «rasgar os direitos livremente acordados por eles no nosso contrato colectivo», procurando ainda forçar os vigilantes a aceitar as ilegalidades que todos os dias são cometidas nos locais de trabalho.

Na 2045, por exemplo, os vigilantes são «convidados a ter formação para assistentes de recintos desportivos em dias de folga, com a agravante de serem obrigados a fazer assistência aos três primeiros jogos de borla». A empresa «justifica» isto com o pagamento da formação, que o Partido realça ser da sua exclusiva responsabilidade.

Na Prestibel os vigilantes que gozem um feriado recebem o dia, mas ficam com oito horas de «dívida» para com a empresa, que mais tarde pagarão com trabalho gratuito. Na prática, realça o PCP, «é-lhes descontado o salário de um dia de trabalho», o que faz com que os trabalhadores desta empresa percam não só os feriados decididos pelo Governo mas todos. No Grupo 8 há turnos a começar às 5h30 e outros a terminar às 2h30, horas em que não há transportes públicos para a maioria dos destinos.

O corte nos intervalos para refeição, a recusa do pagamento de horas extraordinárias e subsídios, a mudança de escalas sem respeito pela vida familiar dos trabalhadores e em violação dos acordos ou a contratação de vigilantes em tempo parcial, fazendo-os trabalhar mais do que as 176 horas mensais legais são o dia-a-dia nas empresas do sector. O aumento das chantagens, pressões e intimidações são outros dos motivos que, para os vigilantes comunistas, justificam a participação na greve geral. 



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