Equador
Correa alerta para manobra

O presidente do Equador acusou os EUA de estarem a preparar uma manobra de desestabilização do país no contexto das eleições presidenciais do próximo ano. Rafael Correa caucionou, desta forma, a denúncia de um jornalista chileno, segundo o qual a CIA e o departamento norte-americano anti-drogas coordenam o tráfico de 300 quilogramas de cocaína por mês no Chile para financiar a campanha da oposição equatoriana.

Tal como ocorreu na Nicarágua, na década de 80, o dinheiro arrecadado serviria para financiar a candidatura do banqueiro e membro do Opus Dei Guillermo Lasso, e pagar operações realizadas no quadro de uma campanha suja cujo objectivo é impedir a reeleição do actual chefe de Estado.

Os dados apurados pelo jornalista Mery Bell junto de fonte anónima colocada na inteligência chilena coincidem com as recentes acusações do ex-diplomata britânico Craig Murray, segundo o qual os serviços secretos de Washington preparam um pacote de 87 milhões de dólares destinados a fazer cair Rafael Correa.

O presidente equatoriano e líder da Aliança País confirmou, paralelamente, que no próximo sábado, 10, o movimento vai reunir em encontro nacional para decidir os candidatos a presidente e vice-presidente da República, bem como os integrantes das listas concorrentes à Assembleia Nacional.

Correa apelou ainda ao povo para que se mobilize, sem demora, a fim de garantir nas urnas uma maioria parlamentar capaz de aprovar pacotes legislativos que acompanhem, impulsionem e aprofundem as transformações democráticas, progressistas e soberanas iniciadas em 2007.



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