Contra a exploração e o saque
Decisivo é o protesto geral

Continuador da «política anti-patriótica e de direita dos últimos 36 anos» e zeloso «executor do pacto de agressão» que «está a levar a exploração e o saque ao limite», assim caracterizou o deputado comunista Francisco Lopes o Governo PSD/CDS-PP.

«Redução dos salários e pensões, corte de um terço das remunerações de centenas de milhares de trabalhadores com a redução do pagamento do valor das horas extraordinárias, aumento dos horários de trabalho sem remuneração, despedimento de mais de 400 mil trabalhadores desde o início do pacto de agressão, despedimento directo de dezenas de milhares de trabalhadores da administração pública, negação do direito ao subsídio de desemprego e ao subsídio social de desemprego», eis algumas das medidas que constam do activo de malfeitorias deste Governo, segundo o dirigente comunista, para quem este quadro significa a condenação de «milhares e milhares de pessoas à miséria e à fome».

«É a destruição da vida dos trabalhadores e do povo, a destruição do País que está em curso», afirmou Francisco Lopes, advertindo que com o OE para 2013 o Governo quer «acabar com o que resta».

Trata-se, sistematizou, de «mais roubo de salários e pensões, com cortes directos e aumento brutal do IRS; mais roubo das condições de vida, com a destruição e encarecimento de funções sociais e serviços públicos». Mas não só. No horizonte, alertou, face ao que está colocado pelo Governo, estão também «mais despedimentos» que podem atingir mais 200 mil trabalhadores.

Afirmando de forma categórica que «este não é o caminho», Francisco Lopes reiterou que «há solução», solução essa que disse ser a «força do trabalho, da criação de riqueza, e não o desemprego e a dependência».

«A solução é o emprego para os jovens e não a emigração forçada. A solução é a força de melhores salários e pensões, o aumento do salário mínimo nacional, por melhores condições de vida e como motor para o desenvolvimento», asseverou, acrescentando que a solução passa ainda pela «garantia e reforço dos direitos, pela defesa do horário de trabalho (para possibilitar a organização de vida), por combater o desemprego».

Mas se este é o OE da «exploração, empobrecimento, desemprego e miséria para a maioria dos portugueses», bem como da «política de afundamento e desastre nacional», como foi classificado pelo parlamentar do PCP, não é menos verdade que, ao invés, para o grande capital, este é o orçamento do «banquete», da «festa para os lucros», do «saque dos juros de uma dívida em grande medida ilegítima ao serviço do capital transnacional».

Daí que Francisco Lopes tenha considerado que mais importante do que as «decisões desta maioria esburacada e fora de prazo» o que vai verdadeiramente decidir do futuro deste OE, deste Governo e desta política são os trabalhadores e o povo português.

«Todos os dias e, designadamente, no dia 14 de Novembro, na greve geral, dia de protesto geral, dia decisivo para o futuro de Portugal», garantiu.



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