Breves
Recuo

A taxa de desemprego estimada pelo Eurostat para Portugal recuou, de 15,8 para 15,7 por cento, entre Agosto e Setembro, mas tal apenas poderá dever-se ao aumento da emigração de jovens, uma vez que a economia continua a degradar-se e o emprego não cresce, comentou Joaquim Dionísio. O dirigente da CGTP-IN falava à agência Lusa, ao início da tarde de 31 de Outubro, depois de uma delegação da central ter sido recebida na AR pelos grupos parlamentares do PCP, do PEV, do BE e do PS, a quem apresentou as suas propostas alternativas para o Orçamento do Estado.


Calamidade

Em Viana do Castelo, os 14 493 desempregados inscritos nos centros de emprego representam o dobro do número registado no Verão de 2008, o que levou a União dos Sindicatos do distrito a alertar que se caminha para um cenário de calamidade. Branco Viana, coordenador da USVC/CGTP-IN, fez este comentário a 30 de Outubro, poucos dias depois de ser conhecido o encerramento da construtora Aurélio Martins Sobreiro, que deixa no desemprego 120 trabalhadores. Desde o início do ano, a estrutura distrital da Inter conta cerca de 250 insolvências.


Construção

O desemprego alastra no sector da construção civil e obras públicas, mas há medidas que, se fossem aplicadas, poderiam inverter a tendência e gerar postos de trabalho. Para tentar entregar as suas propostas ao ministro da Economia e do Emprego, o Sindicato da Construção de Portugal e uma centena de trabalhadores, no dia 30 de Outubro, concentraram-se junto à sede do sindicato, no Porto, interrompendo o trânsito durante cerca de meia hora, e deslocaram-se depois a Lisboa, à Rua da Horta Seca. Álvaro Santos Pereira não recebeu a delegação sindical, que se recusou a deixar documentos a um assessor.

Nos últimos dias de Outubro, cerca de 40 trabalhadores da Divertec, uma sub-empreiteira da Mota Engil, nas obras do IC8, recusaram-se a trabalhar, exigindo o pagamento de salários em atraso, noticiou a Lusa.


<i>Metro</i>

No maior plenário dos últimos tempos, realizado no dia 26 de Outubro, frente à sede da empresa (porque a administração não cedeu as instalações pedidas), os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa declararam a sua adesão à greve geral. Na moção aprovada, subscrita conjuntamente pela Fectrans, o STTM, o Sindem, o Sitra e a Fetese, afirma-se que é chegada a hora de intensificar a luta, para fazer respeitar o acordo de empresa, pelo aumento real dos salários, pelo cumprimento da Constituição, também, no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal. Os trabalhadores contestam ainda o brutal aumento da carga fiscal, no OE2013, bem como o ataque aos serviços públicos e às funções sociais do Estado, e rejeitam qualquer processo de fusão ou concessão que vise a extinção do Metropolitano de Lisboa enquanto empresa pública. Na moção ficou ainda declarada a determinação de prosseguir a luta, caso a administração não vá ao encontro das reivindicações apresentadas.


<i>STCP</i>

Em greve, no dia 30 de Outubro, os trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto realizaram uma marcha, desde a recolha de Francos, até à sede da empresa, para deixarem à administração uma moção em que declaram a sua determinação de voltar a parar, no dia da greve geral, admitindo acções de luta posteriores. Citando um dirigente da Comissão de Trabalhadores da STCP, que apontou para uma adesão de cerca de 80 por cento à greve, no período entre as 8 e as 16 horas, a agência Lusa relata que na manifestação foi exibida uma faixa contra o roubo dos salários e contra a redução do transporte aos utentes. O pessoal da STCP contesta as orientações inscritas pelo Governo no PET (Plano Estratégico de Transportes), como a fusão com o Metro do Porto e a concessão a privados de toda a rede, e recusa cortes salariais, redução no pagamento de feriados e horas extra. A moção onde também é declarada a adesão à greve geral foi aprovada por unanimidade.