Breves
LISBOA
Pavilhão ao abandono

A Direcção da Cidade de Lisboa do PCP repudia o estado de degradação a que a autarquia de Lisboa deixou chegar o Pavilhão Carlos Lopes, um edifício de «importante valor histórico e arquitectónico e com grande relevo no panorama desportivo da cidade». Para o Partido, errado é ainda o modelo proposto pela Câmara Municipal para a sua reabilitação, assente na concessão a entidades privadas. Um modelo que, como já se viu noutros casos, como as piscinas do Areeiro e do Campo Grande ou o Complexo Desportivo dos Olivais, que se encontram ainda «totalmente abandonados e sem data previsível de reabilitação e abertura ao público», não dá quaisquer garantias à população.

Alertam os comunistas de Lisboa para o facto de, no futuro, a utilização do pavilhão será «discricionária e privilegiará quem tiver poder de compra a valores muito elevados». O Partido propõe a recuperação do edifício e sua adaptação a uma estrutura moderna e preparada para dar resposta às exigências da actividade desportiva de alta competição, bem como para outros fins. Para a sua reabilitação, poderiam ser utilizadas verbas proveniente das contrapartidas do Casino de Lisboa.


AÇORES
Promessas traídas

O PCP condena a decisão do Governo Regional dos Açores de reduzir o diferencial fiscal sobre os produtos petrolíferos, o que levará a um efectivo aumento do preço e uma sobrecarga nos orçamentos das famílias e das empresas. Numa intervenção na Assembleia Legislativa Regional, o deputado comunista Aníbal Pires lembrou que com esta acção se reduz os «mecanismos autonómicos que minimizam os agravados custos de insularidade».

O eleito do PCP acrescentou ainda que o preço dos combustíveis tem «efeitos imediatos e directos sobre todos os produtos ou sectores», acusando o Governo Regional de aumentar o custo de vista dos açorianos. Empossado há poucos dias, o novo Governo Regional, dirigido pelo PS, «começa desde já a trair promessas eleitorais». Já o PCP «não deixará de contestar esta medida no Parlamento Regional» ao mesmo tempo que lutará pela «manutenção dos mecanismos autonómicos que permitem proteger os açorianos da política de ruína nacional levada a cabo pelos partidos da troika».


COIMBRA
Chantagem descarada

O Governo, por intermédio da Águas de Portugal, está a pressionar os municípios que pertencem à Águas do Mondego para que avancem com a fusão de todas as empresas municipais que integram esta última com a SimLis e a SimRia de Aveiro, acusa a Comissão Concelhia de Coimbra do PCP. Para o Partido, está-se perante «mais uma das etapas no caminho que tem vindo a ser trilhado pelos últimos governos com o intuito de privatizar a água», acrescentando que não se trata de uma «proposta» mas de uma «chantagem», pois a contrapartida pela não aceitação desta fusão é a «ameaça de um aumento do custo da água para os utentes em 60 por cento».