Breves
Nicarágua

A Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) venceu as eleições municipais, celebradas domingo, conquistando 134 das 153 autarquias em disputa. De acordo com os resultados divulgados terça-feira pelo Conselho Supremo Eleitoral, a FSLN triunfou no sufrágio com 67 por cento do total dos votos, vantagem que assegurou a conquista da gestão da totalidade dos concelhos em nove regiões, incluindo a capital, Manágua, e resultados históricos nas demais.


Venezuela

O Produto Interno Bruto em 2012 triplicou face a 1998, informou o presidente da República Bolivariana, Hugo Chávez. Segundo dados oficiais, a economia venezuelana passou de um PIB de 90 mil milhões de dólares naquele ano para os actuais 320 mil milhões.

A dívida externa do país é, neste momento, de pouco mais de 26 por cento do PIB, e a percentagem da riqueza destinada ao pagamento de juros cifra-se em 1,1 por cento.


Paraguai

O presidente golpista pretende impedir a candidatura do destituído chefe de Estado, Fernando Lugo, às presidenciais de Abril do próximo ano. Federico Franco argumenta que a Constituição impede a recandidatura de um presidente, mas os apoiantes de Lugo defendem que tal só se aplica nos casos em que o mandatário conclua todo o tempo de mandato.

Para além de acusar a candidatura de Fernando Lugo de ter como propósito «empatar» o sufrágio, Franco acusou ainda a UNASUR e a ALBA de ingerência e rejeitou a primeira como organização observadora da consulta.

Paralelamente, prosseguem no país os protestos contra o governo golpista. Mais de cinco mil trabalhadores do sector judicial iniciaram sexta-feira, 2, uma greve por tempo indeterminado. Os funcionários exigem melhorias salariais, à semelhança, aliás, do que têm exigido os restantes trabalhadores da Administração Pública e as 50 estruturas sindicais que os representam, isto depois do executivo golpista ter cancelado uma lei que repunha justiça nas remunerações e carreira entre os trabalhadores do Estado.


Saara Ocidental

Marrocos não conseguiu impedir que o povo de saísse às ruas de Al Aaiún para exigir a independência, justamente quando o enviado da ONU, Christopher Ross, se encontrava na cidade. Segundo a Frente Polisário, o protesto saarauí desencadeou uma violenta repressão por parte dos ocupantes e resultou em pelo menos duas detenções.


Turquia

A polícia reprimiu com violência uma concentração de solidariedade para com os cerca de 700 presos políticos curdos em greve de fome, alguns dos quais há cerca de dois meses, contra as condições de encarceramento e pela revisão das penas dos condenados por terrorismo. De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, as autoridades usaram canhões de água e granadas de gás lacrimogéneo para dispersar o protesto, realizado domingo em Istambul.

No início da semana passada, o governo turco já havia ordenado a repressão de uma marcha que juntou dezenas de milhares de curdos na cidade de Diyarbakir. No mesmo período, a Turquia foi criticada pelo Comité da ONU para os Direitos Humanos, para quem a lei anti-terrorista em vigor no país não cumpre os padrões internacionais, servindo de pretexto para acusar e prender activistas políticos e sociais, advogados que os defendem, jornalistas e, até, crianças, sublinhou o organismo.


Golfo Pérsico

O Bahrein e o Kuwait continuam a responder com mão-de-ferro aos protestos populares. Sexta-feira, 2, no Bahrein, a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar concentrações nos subúrbios da capital, Manama, nas quais se exigiu a revogação da lei que proíbe manifestações públicas. A contestação à monarquia iniciou-se em 2011, e desde então já terão morrido no território cerca de 50 contestatários e centenas de outros foram presos e condenados a pesadas penas.

Já no Kuwait, as autoridades do emirado cumpriram a ameaça de esmagar os protestos de domingo realizados nos arredores da Cidade do Kuwait, convocados para protestar contra a lei eleitoral que visa perpetuar a família real no poder.