Aconteu
Zeca Afonso
O rosto da utopia

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Para assinalar o 25.º aniversário da morte do cantor a Associação Académica de Coimbra (AAC) iniciou, na segunda-feira, 20, um conjunto de iniciativas que visa «lembrar aquele que foi o rosto da liberdade e de ideais que ainda hoje guiam a AAC».

Segundo o presidente da Associação, Ricardo Morgado, o programa, sob a designação «Zeca Afonso, O rosto da utopia», inclui a inauguração de uma exposição discográfica, um debate, marcado para anteontem, no Teatro Paulo Quintela, dia em que à noite foi exibido o documentário Não me obriguem a ir para a rua gritar, nos jardins António Luzio Vaz, adstritos ao edifício da Associação Académica.

As comemorações terminam hoje, quinta-feira, com uma tertúlia no café histórico Santa Cruz, com a presença do músico João Afonso, sobrinho de Zeca, e actuações da Tuna e do Orfeon Académico da Universidade de Coimbra.

Também em Lisboa decorre hoje, quinta-feira, pelas 18 horas, na Biblioteca Museu República e Resistência, uma sessão evocativa denominada «Relembrar Zeca Afonso», em que o jornalista e escritor Viriato Teles proferirá uma conferência sobre este vulto maior da nossa cultura.


Cinema português distinguido em Berlim

Os cineastas João Salaviza e Miguel Gomes foram distinguidos no Festival de Cinema de Berlim, que terminou no fim-de-semana na capital alemã. Salaviza, de 28 anos, obteve o «Urso de Ouro» do certame, na categoria de curtas-metragens, com o filme Rafa.

Miguel Gomes ganhou o Prémio Alfred Bauer, galardão atribuído pela inovação, com o filme Tabu. O mesmo trabalho já tinha vencido, na sexta-feira, 18, o prémio da crítica – prémio FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica), atribuído à margem do festival por um júri formado por críticos de cinema.

O prémio maior do festival foi atribuído à película Cesare Deve Morrire, dos irmãos italianos Paolo e Vittorio Taviani.


Fantasporto até 4 de Março

A 32.ª edição do Festival de cinema internacional do Porto, Fantasporto, arrancou na segunda-feira, 20, no cinema Rivoli onde decorrem as sessões até 4 de Março. Este ano a iniciativa conta com cineastas de 38 países e 406 filmes distribuídos ao longo de 188 sessões. Em paralelo decorre um ciclo de debates e exposições sob o título «O futuro agora».


Faleceu Igrejas Caeiro

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Francisco Igrejas Caeiro faleceu, dia 19, aos 94 anos. Foi um dos nomes marcantes da rádio, do cinema e também da televisão em Portugal. O regime fascista afastou-o da antena, devido a declarações sobre a ocupação portuguesa de territórios na Índia, só regressando aos microfones depois do 25 de Abril. Actor, encenador e locutor, Igrejas Caeiro foi deputado à Constituinte, depois à AR pelo PS e vereador da CM Cascais.


Novo romance de Domingos Lobo

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Cartografia dos Ossos (Música sem Partitura) é o título de mais um romance do ficcionista e poeta, dramaturgo e ensaísta Domingos Lobo, que desta vez nos propõe uma incursão «pelos nebulosos caminhos do fascismo», numa edição da Nova Vega.

«Um livro denso» – como refere no prefácio Urbano Tavares Rodrigues –, «perturbante, não raro cruel, sempre originalmente bem escrito, com um conhecimento profundo do ser humano e de todos os seus desvãos. A afirmação de um grande romancista, que era já um crítico excepcional».


Barco Encalhado na Areia
de Manuel Dias Duarte

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Dado à estampa pela Fonte da Palavra, Barco Encalhado na Areia, de Manuel Dias Duarte, é o primeiro romance da tetralogia O Ser e o Tempo, da qual fazem parte os títulos já publicados Semelhante à Bondade da Primavera (2002), Pedra da Lua (1999) e, por fim, Dom Giovanni em Lisboa (2009), todos com edições esgotadas. São, explica ainda Manuel Dias Duarte, «três tragédias e uma comédia bem ao gosto clássico. Mais modestamente, quatro dramas e, o último, um drama jocoso.»



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