Breves
VISEU
Caos nos Correios

Numa nota de imprensa de dia 21 de Dezembro, o PCP chama a atenção para o caos que se instalou na Estação Central dos Correios de Viseu, na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, depois de a administração da empresa, com o apoio do Governo, ter mandado encerrar os postos da Rua Serpa Pinto e da Balsa, e de ter procedido ao encerramento do serviço que tinha na Loja do Cidadão. «Nestes últimos dias, são às centenas as pessoas que se amontoam na Estação Central para serem atendidas, com esperas que chegam a ultrapassar uma hora», denunciam os comunistas, falando de um «cenário chocante em pleno século XXI».

O PCP lembra ainda que a Constituição de Abril, que cumpriu recentemente 35 anos, consagrou o direito das populações a serviços públicos de qualidade e de proximidade para todos e que a situação que se vive actualmente no concelho é «incompatível com as necessidades de desenvolvimento de uma cidade europeia de média dimensão como Viseu». O PCP contesta a decisão da administração dos CTT, suportada pelo Governo e contando com o silêncio cúmplice da autarquia, e apela ao protesto e luta da população do concelho.


SILVES
Não ao abandono

O PCP considera que os moradores de São Marcos da Serra, no concelho de Silves, estão «presos na sua própria terra». Num comunicado da sua Comissão de Freguesia, o Partido denuncia que «com os sucessivos cortes que têm vindo a ser efectuados, ao fim-de-semana quem vive em São Marcos da Serra não tem comboio nem camioneta». Ou seja, acrescentam os comunistas, «em vez de progredirmos, de nos desenvolvermos, andamos para trás. Voltámos ao tempo da carroça e do burro. Uma vergonha».

Este é, para o PCP, o resultado do corte sucessivo nos serviços públicos protagonizado pelos vários governos que para além dos transportes, atinge também os Correios, as escolas, as extensões de Saúde. Resumindo, «abandonam as populações à sua sorte».

O PCP afirma no comunicado não aceitar esta situação e apela aos habitantes de São Marcos da Serra que «façam chegar à Câmara Municipal o seu protesto».


LAMEGO
De Hospital a entreposto

O Hospital de Lamego deixará de ser um hospital distrital para ficar reduzido a um «entreposto de triagem à beira de uma auto-estrada». Num comunicado da Comissão Inter-Concelhia de Tarouca-Lamego, o PCP conta que o seu grupo parlamentar questionou o Governo acerca das valências e serviços que o novo hospital iria acolher e que a resposta é «suficiente para nos deixar profundamente preocupados». Informa o ministério, por exemplo, que o «tão ansiado novo hospital deixa de ser um hospital de retaguarda, passando a ser um “Hospital de Ambulatório”, com graves prejuízos para o regime de internamento». Como seria de esperar, são invocadas razões «económicas» para justificar a opção.

Lamego fica, assim, sem as funcionalidades de um «verdadeiro hospital», sublinham os comunistas, referindo-se nomeadamente a internamentos, assistência a doenças crónicas, urgências com apoio das especialidades ou a existência de camas destinadas a patologias do foro médico ou cirúrgico.