A luta pelo futuro já se constrói na Atalaia
Iniciaram-se no sábado, dia 18, as jornadas de trabalho da Festa do Avante!. Cerca de 250 pessoas participaram no primeiro momento de construção colectiva da maior e mais significativa iniciativa político-cultural nacional, onde, até ao dia 4 de Setembro, se consolida a luta pelo futuro.
Está nas nossas mãos fazer a Festa!
Manhã cedo, chegaram em grupos organizados pelas células do Partido. Aqui não há «buza» ou cartão para picar o ponto, mas pouco antes das 08h00 já a zona dos estaleiros e do bar de apoio acolhiam grupos de militantes e amigos. Durante cerca de uma hora, o nervoso miudinho deixava transparecer a urgência de deitar mão à obra, sensação que se foi dissipando à medida que se distribuía trabalho pelos camaradas. A cada um é pedido que se empenhe segundo as suas capacidades e conhecimentos, como convém. Todos pretendem ser úteis e sabem sê-lo.
Nos estaleiros, o ruído das máquinas impunha-se. Madeiras, ferro e outros materiais transformam-se em bancos, prateleiras, mesas, apoios, enfim, em tudo o que é necessário ao funcionamento de dezenas de pavilhões que, durante três dias, estarão prontos a servir centenas de milhares de visitantes.
Equipas de quatro ou cinco camaradas carregam toneladas de material indispensável à edificação de mais uma edição da festa de Abril, tarefa que os ocupará todo o dia num vaivém incansável entre o terreno e os armazéns.
Outros, mais resguardados, limpam e rectificam as lonas, fazem inventários de géneros que é preciso encomendar e sistematizam as escalas dos turnos que ocuparão, entre sexta-feira, dia 2, e domingo, dia 3, milhares de pessoas.
Descemos ao espaço que se estende entre a Quinta da Princesa e o Rio Tejo. Arbustos e algumas árvores recentemente plantadas, áreas niveladas, acessos consolidados e algumas novas floreiras embelezam o espaço e dão-nos as boas-vindas. Outras obras mais difíceis de descortinar a olho nu, como a requalificação das redes de águas, electricidade e telecomunicações, ou a renovação do balneário de apoio, foram igualmente levadas a cabo desde o ano passado, ficámos a saber posteriormente.
Ainda não são 09h00, e já o vale é um imenso formigueiro. Tubos, abraçadeiras e empalmes unem-se harmoniosamente. A montagem de estruturas ocupa uma parte considerável dos voluntários, que «tecem a malha» que sustenta os pavilhões. A outra parte anda de enxada e ancinho na mão a capinar, recolhendo do terreno toneladas de vegetação seca.
Nenhuma das duas tarefas será dada por concluída após cerca de oito horas de labuta. Nos próximos dias, os trabalhos de construção dos pavilhões e a limpeza dos hectares onde se realiza a nossa Festa vão prosseguir, mas no balanço de mais um dia de jornada, raros, muito raros são os que se manifestam cansados, e muitos prometem voltar já no próximo fim-de-semana, se possível trazendo mais amigos e camaradas, igualmente dispostos a integrarem, na Atalaia, a luta pelo futuro.