Corrupção no Parlamento Europeu

Três deputados do Parlamento Europeu morderam o isco que lhes foi lançado por uma equipa de jornalistas do jornal britânico Sunday Times, concordando em aceitar pagamentos pela introdução de emendas em diplomas legislativos, nos quais o hemiciclo de Estrasburgo tem a última palavra.

O escândalo foi revelado no passado fim-de-semana e provocou de imediato a demissão de dois deputados tendo o terceiro abandonado o seu partido.

Trata-se do antigo ministro austríaco do Interior, Ernst Strasser, do antigo ministro esloveno dos Negócios Estrangeiros, Zoran Thaler, e do antigo vice-primeiro-ministro romeno, Adrian Severin.

Os dois primeiros já renunciaram aos mandatos de deputado, enquanto o terceiro optou por deixar temporariamente o seu cargo de presidente adjunto do Partido Social-Democrata Romeno, na oposição, até que o caso se esclareça a seu favor. Todos alegam nada ter feito de ilegal.

Strasser, chefe dos conservadores austríacos no PE, disse aos jornalistas disfarçados de lobistas que recebia meio milhão de euros por ano de vários clientes, que lhe pagavam através de uma empresa em Viena, de modo a contornar a declaração obrigatória de bens.

A vice-presidente do PE, Diana Wallis, qualificou de «graves» as acusações e defendeu uma «investigação completa». Contudo, não é segredo para ninguém que em torno das instituições comunitárias gravitam entre 15 e 20 mil lobistas que procuram por todos os meios defender os interesses privados de certos de sectores e grupos económicos.



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