Breves
PORTO
Haja cultura!

Os deputados comunistas eleitos pelo Porto e dirigentes e eleitos autárquicos da região participaram, no dia 14, num «mandato aberto» dedicado às questões da cultura. Ao longo desse dia de trabalho, duas delegações do PCP reuniram com importantes instituições da vida cultural e artística do Porto, entre as quais o Museu Soares dos Reis, o Fantasporto, a Cooperativa Árvore, a Academia de Artes e Espectáculos e o FITEI. Na conferência de imprensa realizada no fim da jornada, Honório Novo e Jorge Machado denunciaram a «hostilização dos agentes culturais da cidade» e «o atrofiamento total das políticas culturais às lógicas comerciais».

Os dois deputados lembraram ainda que na autarquia portuense não existe o pelouro da Cultura, algo que consideraram um elemento que permite comprovar a desvalorização que essa área tem merecido na Câmara. O panorama cultural no Porto não é, segundo Honório Novo, muito diferente do que se pode encontrar no resto do País, em consequência do desinvestimento, que se agravou em 2011. Apesar de tudo, na cidade é «evidente e notória a falta de oferta cultural» e o facto de haver «um fervilhar de ideias que não tem tradução nos apoios».


LOULÉ
E as crianças?

A Comissão Concelhia de Loulé do PCP considera que o encerramento previsto de mais 645 escolas do primeiro ciclo no próximo ano lectivo terá consequências dramática na vida das crianças e das próprias localidades. Os comunistas salientam que a serem encerrados os estabelecimentos previstos no concelho, as crianças «serão obrigadas a fazer, diariamente, dezenas de quilómetros e irá afastá-las do meio onde estão inseridas». A Comissão Concelhia acrescenta ainda que com estas medidas o Governo está a «destruir o sistema de educação que deve ser público, de qualidade e gratuito, tal como consta na Constituição da República Portuguesa».

Para o PCP, o Ministério da Educação «bem pode falar da construção de 600 centros escolares e na renovação de 30 escolas secundárias mas não consegue apagar as razões estritamente economicistas de um Governo que decidiu encerrar serviços públicos, independentemente dos custos sociais que trazem às populações e ao País».


SETÚBAL
Aumentos inaceitáveis dos <i>TST</i>

Os TST aumentaram as tarifas para valores muito superiores à média de 4,5 por cento fixada pelo Governo. A denúncia é da federação das cooperativas FENACOOP, que o PCP assumiu através de uma tomada de posição dos deputados Bruno Dias e Paula Santos, eleitos pelo distrito de Setúbal. A proposta da empresa, que terá sido aceite pelo IMTT, previa uma descida dos preços em passes em Setúbal e na Quinta do Conde, ao passo que outros títulos sofriam aumentos – que no caso das carreiras urbanas de Setúbal atingiam os 18 por cento. Desta forma, a empresa garantia supostamente o tal aumento médio de 4,5 por cento.