Breves
PALMELA
Despedimento na <i>Visteon</i>

O PCP contesta o processo de despedimento colectivo em curso na Visteon. Na sequência de uma reunião entre o Grupo Parlamentar do Partido e a Comissão Sindical da empresa, o Gabinete de Imprensa da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP emitiu um comunicado onde denuncia que a Visteon contratou recentemente 14 trabalhadores temporários para a área de electrónica, ao mesmo tempo que está a transferir trabalhadores deste sector para a área dos compressores.

Entre os trabalhadores transferidos constam alguns que estiveram de baixa, com doença profissional e desvalorização profissional – a sua transferência para um sector em que o trabalho é mais pesado certamente agravará a sua saúde, «provavelmente obrigando-os a regressar para a baixa».

De acordo com a empresa, a transferência prende-se com a necessidade de dar resposta a um «volume extra na produção de compressores». Contudo, insiste o PCP, «não é compreensível desviar trabalhadores especializados na área da electrónica para os compressores e colocar 14 trabalhadores temporários na electrónica sem especialização e experiência». A empresa afirma que há trabalhadores em excesso na electrónica, mas continua a produzir com recurso a horas extraordinárias.


OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Que futuro para a <i>Beliape</i>?

Os 80 trabalhadores da empresa de avicultura Beliape estão sem produzir e encontram-se há cinco meses com os salários em atraso. A manutenção dos seus postos de trabalho não está também garantida. Numa nota da Comissão Concelhia de Oliveira de Azeméis do PCP, lembra-se que a administração da empresa (cujos responsáveis são desconhecidos para os trabalhadores) apresentou recentemente em tribunal dois processos de insolvência. O PCP, embora não conheça em pormenor o passivo da empresa, considera poder estar em causa uma tentativa de «dar continuidade à laboração e aos postos de trabalho com os apoios financeiros».

No comunicado, o PCP garante que apresentará na Assembleia da República um projecto visando questionar o Governo acerca das medidas que tomará para dar continuidade e garantir os postos de trabalho existentes numa empresa que «outrora era reconhecida como uma das mais empreendedoras e prestigiadas empresas instaladas no concelho de Oliveira de Azeméis».


COIMBRA
Insolvência da <i>CRH</i>

A deputada do PCP Rita Rato questionou o Governo sobre a situação da empresa CRH, que fornece trabalhadores para os centros de contacto da PT em Coimbra. Esta empresa, que trabalha há anos para a PT, alargou o âmbito da sua prestação de serviços com um concurso ganho e assinado a 1 de Outubro de 2009, num contrato que tinha a duração de um ano. Os trabalhadores mantiveram-se ao serviço dessa empresa, sem qualquer aviso prévio de renovação ou cessação dos contratos, pelo que, nos termos da lei, estes ter-se-iam tornado contratos sem termo a partir de 1 de Outubro de 2010. Sucede que em 15 de Novembro a empresa requereu a insolvência, que foi aceite a 2 de Dezembro. Fala-se, agora, da criação de uma nova empresa, para as mesmas tarefas, para onde os trabalhadores seriam transferidos.