Grounforce

Acto abusivo e ilegal

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O PCP exige do Go­verno a anu­lação do des­pe­di­mento co­lec­tivo dos 336 tra­ba­lha­dores da Ground­force em Faro, acto que clas­si­fica de «ver­da­deiro ban­di­tismo em­pre­sa­rial».

Re­a­gindo à de­cisão no dia 10 da ad­mi­nis­tração da em­presa da han­dling SPDH/​Groun­force de des­pedir e en­cerrar a sua es­cala de Faro, que con­si­dera ter sido to­mada em «clara vi­o­lação da lei», o de­pu­tado co­mu­nista Bruno Dias in­quiriu o Go­verno no sen­tido de saber o que este pensa fazer «pe­rante este com­por­ta­mento abu­sivo e ilegal das ad­mi­nis­tra­ções das TAP e da SPDH».

«É ad­mis­sível um des­pe­di­mento co­lec­tivo num quadro como a es­cala de Faro onde as duas em­presas são do mesmo ac­ci­o­nista, e quando se as­siste na prá­tica à trans­fe­rência con­cer­tada pelo ac­ci­o­nista da ac­ti­vi­dade de uma em­presa para a outra?», per­gunta o par­la­mentar do PCP em texto di­ri­gido ao Exe­cu­tivo. Ainda esta se­gunda-feira, de­pois de na vés­pera ter reu­nido com os tra­ba­lha­dores em Faro, Bruno Dias voltou à carga con­fron­tando com a gra­vi­dade do caso no Par­la­mento o mi­nistro das Obras Pú­blicas, Trans­portes e Co­mu­ni­ca­ções, que se es­quivou de forma inad­mis­sível aos es­cla­re­ci­mentos so­li­ci­tados, li­mi­tando-se a dizer que o pro­cesso de des­pe­di­mentos de­corria há dois anos e que da parte do Go­verno «há toda a pre­o­cu­pação» quanto aos im­pactos da me­dida.

«É uma si­tu­ação ver­da­dei­ra­mente ina­cei­tável, que exige uma res­posta e uma in­ter­venção muito clara por parte do Go­verno, que tu­tela todas as em­presas – SPdH/​Ground­force, que é da TAP, e a em­presa que vai ficar com o ne­gócio, a Portway, que é da ANA», rei­terou o o de­pu­tado do PCP, que, já na pas­sada se­mana, em de­cla­ra­ções aos jor­na­listas, ma­ni­fes­tara a con­vicção de que «se o ac­ci­o­nista Es­tado é o prin­cipal e único res­pon­sável por estas em­presas, tudo isto está a passar-se sob a tu­tela e res­pon­sa­bi­li­dade di­recta do Go­verno».



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