Militares juntam-se à luta

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«Enquanto sargentos e praças forem tratados como seres menores, não há nenhuma condição para reparar as injustiças», afirmou Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, dia 14, numa sala totalmente cheia, na Casa do Alentejo, dia 14, em Lisboa, onde mais de 300 militares, no activo e reservistas aprovaram, por unanimidade e entusiástica aclamação, um conjunto de acções de protesto e de apoio à greve geral marcada para 24 de Novembro.

Impossibilitados pela sua condição de fazer greve, os militares aprovaram a realização de um «magusto do descontentamento», no dia 9 de Novembro, a partir das 18.30 horas, diante do Ministério da Defesa, «sem castanhas nem água-pé, porque não há dinheiro», anunciou Lima Coelho. Na véspera da greve geral e durante a noite de 24 de Novembro, praças, sargentos e todos os oficiais que pretendam juntar-se a esta justa luta cumprirão uma vigília, junto à residência oficial do primeiro-ministro. «Será o pontapé de saída para a greve geral dos cidadão portugueses que assim demonstrarão o seu mal-estar», garantiu. Para culminar a luta, os militares decidiram ficar nos quartéis desde o hastear da bandeira até ao fim do dia da greve geral.

Durante os trabalhos, sargentos e praças deram voz à sua indignação, tendo exposto várias das «injustiças, incorrecções e ilegalidades» provocadas pela transição para os escalões da Função Pública, por um sistema retributivo particularmente injusto para as mais baixas condições militares e com discriminações de vária ordem, entre ramos e categorias. Considerando que «estamos a viver dramas inimagináveis há pouco tempo», o dirigente da ANS avisou, a propósito das medidas anunciadas pelo Executivo PS, que «o que aí vem só nos vai deixar ainda pior».

O não reconhecimento da antiguidade para efeitos remuneratórios, os congelamentos nas promoções e a retirada de direitos aos militares em início de carreira foram outras causas centrais enunciadas para que sargentos e praças participem nas acções aprovadas.



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