Polícia grega reprime trabalhadores

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A polícia de intervenção irrompeu, na manhã de dia 14, no recinto da Acrópole, lançando gás lacrimogéneo sobre os trabalhadores temporários que bloqueavam o monumento há vários dias, exigindo contratos definitivos, o pagamento dos salários e a suspensão dos despedimentos.

Os agentes cortaram a vedação perto da entrada central e investiram contra os trabalhadores, atingindo todos os que estavam no local, inclusive jornalistas e operadores de câmara. Quatro pessoas foram feridas e um manifestante foi preso.

À tarde, as forças policiais abateram-se sobre os operários da construção naval que desfilaram na capital grega até ao Ministério do Trabalho, gritando palavras de ordem como «Queremos trabalho e não desemprego, a plutocracia deve pagar pela crise».

Consigo traziam as contas de electricidade de colegas desempregados a quem foi cortada a energia por falta de pagamento, bem como documentos de desempregados que viram negada a prestação de cuidados de saúde, a fim de apresentá-los ao Ministério.

Mas a resposta ao pedido de audiência foi dada por um numeroso destacamento de choque que usou gás lacrimogéneo contra os manifestantes. Afastados do Ministério do Trabalho, os operários prosseguiram o protesto até junto do parlamento. Aí, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pireu, Sotiris Poulikogiannis, denunciou a existência de um «plano bem organizado para reduzir a actividade dos estaleiros navais e da indústria de construção naval». «Ao mesmo tempo que nos condenam à pobreza e à miséria, o primeiro-ministro assina acordos de financiamento da construção de navios na China».



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