Breves
MARINHA GRANDE
Atitude arbitrária

O Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, quando da expropriação de uma habitação junto à Ribeira das Bernadas, no passado dia 8, decidiu expulsar do local dois jornalistas do Jornal da Marinha Grande que se encontravam ali para cobrir o acontecimento.

Indignada com esta atitude, que «fere os mais elementares princípios de uma sociedade democrática», a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP considera esta atitude tanta mais grave quanto se vai tornando numa prática reiterada pelo PS, que já anteriormente expulsou de uma conferência de imprensa um munícipe marinhense que se encontrava na assistência.

Ora o presidente da Câmara «não pode confundir a propriedade municipal com a sua propriedade privada», prossegue o PCP, para quem o PS, seja nas autarquias seja no Governo, se comporta como dono do poder, «não admitindo qualquer contrariedade», venha ela de onde vier.


VILA NOVA DE GAIA
Reverter a situação

O voto contra do PS e a abstenção do PSD e do CDS/PP quando da votação do Projecto de Lei do PCP que visava revogar o DL que estipula o pagamento de portagens nas SCUT Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral torna estes três partidos responsáveis pelas graves consequências que daqui resultam para as populações e para o tecido produtivo destas regiões.

Em nota emitida pela Direcção da Organização Regional do Porto e tornada pública pela Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia, o PCP garante que a Assembleia da República tinha condições para impedir essa injustiça, para tanto bastando que «todos os partidos da oposição se tivessem mantido fiéis ao discurso que fazem localmente» e votado a favor da iniciativa do PCP.

Contudo, para o PCP, «não existem processos irreversíveis», razão por que a luta das populações deve manter-se, «de forma a não permitir que esta injustiça se perpetue».


VISEU
Homenagem a Adelino Gouveia Oliveira

A Direcção da Organização Regional de Viseu, a Comissão Inter-Concelhia Lamego/Tarouca e a Comissão Concelhia de Armamar do PCP promovem no próximo domingo uma homenagem póstuma a Adelino Gouveia Oliveira, empresário agrícola de vanguarda e destacado militante do PCP, partido a que estava ligado desde a luta clandestina.

Homem solidário, empreendedor e destemido, ligou-se ainda muito jovem à luta antifascista, tendo a sua casa sido, frequentes vezes, abrigo para lutadores clandestinos e reuniões ilegais. É conhecido o episódio do cerco da sua quinta pela PIDE e pela GNR a mando de um governador civil, quando aí se realizava uma reunião de democratas, na altura presos e levados a julgamento.

As circunstâncias que rodearam o falecimento de Adelino Gouveia Oliveira não permitiram ao Partido prestar-lhe o merecido preito, o que agora faz com esta homenagem, onde estará presente Agostinho Lopes, deputado e membro do Comité Central do PCP.