Breves
Tailândia

Cerca de 8 mil «camisas vermelhas» voltaram a manifestar-se contra o governo, que consideram ilegítimo, em defesa do mundo rural e pela libertação dos companheiros presos em Abril e Maio, quando a oposição ocupou durante 9 semanas o centro de Banguecoque.

O protesto desta segunda-feira, na cidade de Ayutthaya, a 80 quilómetros da capital, foi o segundo no espaço de uma semana, isto depois 5 mil «camisas vermelhas» terem exigido em Banguecoque a demissão do primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, e o regresso do ex-chefe do governo, Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por um golpe militar.


África

A China é o maior parceiro comercial do continente, terminando o ano de 2010 com transacções num total de 110 mil milhões de dólares. Angola, África do Sul, Sudão, Nigéria e Egipto são os 5 países que mais negócios têm estabelecido com Pequim.

Há uma década, o comércio entre o gigante asiático e o continente africano pouco ultrapassava os 10,5 milhões de dólares. No que toca aos investimentos chineses, no ano 2000 estes ascendiam a apenas a 200 milhões de dólares. Em 2009, o montante de capital aplicado em África superou os 1400 milhões de euros.


Banco Mundial

Os pobres não beneficiaram de nenhum dos 26 projectos de exploração de carvão e petróleo apoiados pela instituição em 2009 e 2010. Os dados apurados pelo grupo Oil Change International (OCI)desmente os alegados benefícios destes investimentos para as populações mais carenciadas dos locais onde se desenvolvem.

Durante aquele período, o BM financiou projectos em mais de 7,2 mil milhões de dólares (5,2 mil milhões de euros), mas em nenhum destes empreendimentos estava garantido o acesso das populações à energia eléctrica.

Uma em cada cinco pessoas no mundo não tem electricidade, e duas em cada cinco pessoas dependem de materiais combustíveis biológicos para cozinhar e aquecerem as habitações.

Os consumidores comerciais e industriais foram os grandes beneficiados pelos projectos do BM, «os pobres, como sempre, ficam às escuras», conclui o OIC.


RPD da Coreia

Os exercícios militares promovidos pelos EUA e a Coreia do Sul só contribuem para a degradação do conflito na península. Em artigo publicado no Rodong Sinmun, Pyongyang condena os exercícios navais promovidos, a semana passada, pelos norte-americanos e sul-coreanos – aos quais se juntaram Japão, Austrália e outras 10 nações –, e as operações aéreas iniciadas esta semana por Washington e Seul.

Os primeiros tiveram como objectivo simular um bloqueio marítimo à República Popular Democrática da Coreia, enquanto que os segundos visavam treinar acções de destruição do potencial aéreo daquele país.

Só o diálogo, e não os tiros de canhão, pode propiciar uma solução para as relações entre a RPD da Coreia e a Coreia do Sul, insistiram as autoridades norte-coreanas.

 


Chile

Os trabalhadores da mina de San José protestaram, domingo, contra a incerteza quanto ao seu futuro e em defesa do pagamento das remunerações respeitantes aos 70 dias em que a exploração esteve inactiva devido à operação de salvamento de 33 mineiros.

Alguns dos mineiros que estiveram presos a 700 metros de profundidade viram os demais camaradas de trabalho alertarem para o facto de, na jazida concessionada à San Esteban, trabalharem outros 300 mineiros, e que a todos são devidos salários.

Saudando o resgate dos 33 mineiros e o seu exemplo de resistência, unidade e luta, a Central Unitária dos Trabalhadores do Chile (CUT) e a Federação Sindical Mundial também expressaram repúdio pela sonegação da jorna aos trabalhadores, pelas precárias condições de trabalho e pelas situações congéneres noutras minas do país (sem que governo e empresários se preocupem em encontrar soluções que garantam higiene e segurança na laboração), e contra o espectáculo mediático em curso.

Sobre este último aspecto, também alguns dos 33 resgatados já vieram a público manifestar a sua moléstia.

A CGTP também se associou às congratulações pelo salvamento dos 33 mas, em mensagem enviada à CUT, não deixou de sublinhar que «o sucesso da operação (…) não pode esconder as causas deste acontecimento nem a situação laboral dos mineiros».