Venda da Vivo à Telefónica
Exemplo de capitulação

O PCP considera a aquisição pela espanhola Telefónica da posição da PT na operadora brasileira Vivo um «acto de capitulação dos interesses nacionais». Em conferência de imprensa realizada no dia 28 de Julho, Agostinho Lopes, do Comité Central, afirmou que tal foi determinado pelos interesses dos principais accionistas privados da PT, acrescentando que esta alienação – numa empresa com a dimensão e a expressão da Vivo – expõe a «artificial encenação» que o Governo ensaiou a propósito do uso da golden share para procurar apresentar-se como «defensor dos interesses estratégicos do País».

Os comunistas chamaram ainda a atenção para as tentativas em curso para iludir os «prejuízos para o País decorrentes deste negócio». A alegada compensação da alienação da Vivo com uma futura presença na Oi é um logro, já que nem esta empresa tem qualquer equiparação do ponto de vista estratégico com a que foi alienada nem a posição da PT será semelhante – na Vivo era determinante, na Oi será muito inferior. Na conferência de imprensa, o PCP reafirmou que, feito o negócio, a questão essencial e exigível é a de que o Governo «imponha que o uso da receita agora obtida seja dirigida para o investimento nacional e para amortização da elevada dívida contraída com a aquisição da Vivo».

Este caso, realçou o PCP, expõe com toda a clareza as «consequências negativas que a entrega aos privados de um sector estratégico como o das telecomunicações acarretam ao País e ao interesse nacional». Que voltou a colocar com «toda a premência a indispensável recuperação pelo Estado do controlo público deste sector».



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