Os trabalhadores das empresas rodoviárias de passageiros do distrito de Lisboa estão a receber, das mãos dos comunistas, um comunicado onde se denuncia a mais recente tentativa de impor condições de trabalho dignas do século XIX – nomeadamente a imposição de cinco horas de «descanso» ou «intervalo» para almoço para os trabalhadores do sector. Para os comunistas, trata-se de uma proposta (já implementada em algumas empresas e tentada nas restantes) «inaceitável», «desumana» e «forjada por gente sem escrúpulos e disposta a tudo».

No comunicado, lembra-se que foi contra propostas desta natureza que PCP e CGTP-IN «se bateram arduamente aquando da discussão do tão famigerado Código do Trabalho, quer na versão PSD/Bagão Félix quer na versão PS/Sócrates». «É preciso ter memória», realça o PCP: se hoje os patrões podem tentar aplicar estes intervalos de cinco horas, é porque o Código do Trabalho – aprovado por PS, PSD, CDS-PP e UGT – o permite!

Os comunistas afirmam, no comunicado distribuído, que «não é por esta e outras medidas estarem no Código do Trabalho que os trabalhadores portugueses têm de «comer e calar» e «não é por repetirmos muitas vezes uma mentira que ela passa a ser verdade». A luta é o caminho, defendem.



Edição Nº 1914
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