«Luta por uma verdadeira democracia e o direito a uma alternativa»
JCP condena ilegalização dos símbolos comunistas na Polónia
Irracional e desumano

Os símbolos comunistas passaram, desde 8 de Junho, a ser proibidos na Polónia. Este acto, segundo a JCP e a Federação Mundial da Juventude Democrática, representa «um ataque» aos comunistas daquele país e «de todo o mundo», mas também «a todos os que são verdadeiros defensores da democracia, da paz e da liberdade».

«Esta situação decorre num contexto em que o mundo, e nomeadamente em Portugal, se renova a ofensiva de ataque aos direitos dos povos e dos jovens em particular, com medidas ditas de "austeridade", como são exemplo as medidas no PEC, propostas pelo Governo, e fazendo pagar a quem trabalha a factura da crise do capitalismo. Assim, torna-se necessário às forças dominantes esmagar todas as fontes de protesto e, particularmente, todas as forças que possam apresentar uma alternativa para o mundo irracional e desumano em que vivemos», afirma, numa carta aberta dirigida à Embaixada da Polónia, a JCP, a propósito da ilegalização de símbolos comunistas naquele país.

No documento, a FMJD e os jovens comunistas consideram ainda que «este é um assunto que não diz respeito apenas aos comunistas, estar ao lado dos comunistas da Polónia nesta batalha é muito mais do que lutar contra a proibição de alguns símbolos, mas sim um acto de luta por uma verdadeira democracia e o direito a uma alternativa».

Há quatro anos, num contexto semelhante, o governo da República Checa decidiu ilegalizar a União da Juventude Comunista Checa (KSM), alegando que os objectivos desta organização eram contra a constituição e «antidemocráticos». «A ilegalização da KSM não teve sucesso graças à luta da juventude checa e à solidariedade de milhares de pessoas de todo o mundo, e que em particular teve expressão numa campanha de grande impacto com diversas acções de rua e uma petição dirigida à Assembleia da República, envolvendo muitos milhares de portugueses», recordam na carta-aberta os jovens comunistas, salientando que «só a luta e a solidariedade face ao povo polaco, e aos comunistas em particular, pode travar esta decisão prepotente e repressiva».

Acções de contacto

Neste contexto, e em resposta ao apelo lançado pela FMJD, a JCP - à semelhança de muitas organizações por todo o mundo - desenvolveu, de 8 a 15 de Junho, um conjunto de acções por todo o País de denúncia da situação que ocorre na Polónia, procurando mobilizar a juventude portuguesa para a solidariedade com a juventude polaca, mas também para a luta contra as medidas que atacam os seus direitos.

Desta forma, a JCP transmitiu à Embaixada da Polónia em Portugal o seu profundo «repúdio» por estas medidas do governo polaco e exige publicamente a revogação das mesmas, que ferem e limitam gravemente os direitos de liberdade de expressão. «A acção e a luta dos povos e dos jovens progressistas, democratas e comunistas em todo o mundo não permitirá que se oprima e silencie nenhuma expressão do movimento juvenil e neste caso os símbolos de organizações comunistas», assegura a JCP, que reclama do Governo português «uma firme condenação desta limitação de liberdade de expressão e pensamento, acção contrária à Constituição do nosso País e castradora do amplo património de luta de todo o povo português que tem como mais viva expressão a Revolução de Abril».



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