- Edição Nº1888  -  4-2-2010

Honrar Militão Ribeiro

«Jamais deixaremos de trazer à luz do dia os exemplos dos que lutando ao lado e com o seu povo fizeram rodar a verdadeira roda da História», afirmou Jerónimo de Sousa, no dia 27, na sessão pública de homenagem a Militão Ribeiro, no 60.º aniversário do seu assassinato na Penitenciária de Lisboa (ver Avante! de 7 de Janeiro). Para o Secretário-geral do PCP, esta evocação nasce do dever de «honrar quem honrou a luta pela liberdade do nosso povo com a sua própria vida», de «dignificar quem manteve a sua dignidade de combatente e revolucionário perante a barbárie».
«Dizem que a luta pela liberdade não tem cor, mas a que passa por aqui e que Abril nos trouxe está tingida de vermelho, do sangue de heróicas gerações de revolucionários», acrescentou: só nesse ano de 1950, foram ainda assassinados os comunistas José Moreira, Alfredo Lima, Carlos Pato, Gervásio da Costa e Wenceslau Ramos.
A sessão ficou ainda marcada pelo lançamento de uma brochura evocativa de Militão Ribeiro (disponível em www.pcp.pt) e por dois emocionantes momentos culturais: a música da pianista Ana Isabel Valle e da soprano Cristina Almeida e a poesia de Manuel Gusmão, Carlos Aboim Inglês, Ary dos Santos e Pablo Neruda, exemplarmente declamada por Carmen Santos e Fernando Tavares Marques.
Entre os presentes estavam, entre outros, Sofia Ferreira (presa juntamente com Militão Ribeiro e Álvaro Cunhal), a directora da Penitenciária de Lisboa e representantes da Procuradoria Geral da República e da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.