Breves
FAIAL
Não à deslocalização
A administração da COFACO está a pensar deslocalizar a produção da fábrica do Faial para as instalações do Pico, o que, a verificar-se, obrigaria os trabalhadores a «uma deslocação marítima diária, penosa e demorada». Repudiando tal intenção, os trabalhadores manifestaram-se, no dia 19 de Janeiro, junto à Assembleia Legislativa Regional, onde uma delegação sua foi recebida pelo deputado do PCP Aníbal Pires.
Na ocasião, Aníbal Pires considerou inadmissível que uma empresa que tem sido apoiada de diversas formas pela Região venha agora, «devido aos seus erros de gestão e falta de investimento» na fábrica da ilha do Faial, chantagear os trabalhadores, dizendo-lhes que ou aceitam a deslocação ou são despedidos, «especialmente quando se trata de trabalhadores que aí trabalham há dezenas de anos».
Solidário com os trabalhadores, o PCP reclama do Governo Regional que assegure a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores e a manutenção dos postos de trabalho, «sob pena de se criar uma situação social dramática no Faial».

CALDAS DA RAINHA
Urge intervir
A gravidade da situação em que se encontram a Lagoa de Óbidos e a Praia da Foz do Arelho – assoreamento do corpo central da Lagoa, emissário de águas residuais que atravessa a Praia da Foz do Arelho a descoberto, com perigo sério de ruptura e desastre ambiental – preocupa a Comissão Concelhia de Caldas da Rainha do PCP.
Para além do Grupo Parlamentar do PCP, que já questionou várias vezes o Governo sobre a Lagoa de Óbidos, também a Assembleia Municipal de Caldas da Rainha aprovou recentemente uma moção, apelando à urgente intervenção do INAG. Mas o encontro havido entre os representantes do município e o INGAP não deixou os comunistas tranquilos, já que o INGAP insiste nos «sacos de areia» como solução, deixando para 2011 uma intervenção mais eficaz.
O PCP pensa, contudo, que é hora de intervir e apela à convergência de acção dos municípios e Governo para salvar «a maior e mais bela lagoa de água salgada do País e da Península Ibérica».

BEJA
Mais atrasos, não!
Os atrasos no arranque do aeroporto de Beja estão a causar enormes prejuízos à Região e não podem ser desligados das opções políticas do actual Governo e dos seus antecessores relativamente à concretização e funcionamento deste aeroporto, afirma a Direcção da Organização Regional de Beja do PCP, que condena também a recente aprovação pelo Governo de um projecto-lei que abre caminho à privatização da ANA – Aeroportos de Portugal.
A eventual privatização da ANA – a quem foi concessionada a exploração do futuro Aeroporto, entretanto reduzido a «Terminal Civil de Beja» – é igualmente prejudicial aos interesses da Região e do País, diz ainda o PCP, criticando igualmente a «lateralidade» a que estão a ser votados em matérias importantes os agentes locais envolvidos e interessados no aeroporto.