PC da Boémia e Morávia ameaçado
O Gabinete de Imprensa do PCP, em nota divulgado a 12 de Janeiro e que a seguir se transcreve na íntegra, dá conta de uma carta do Secretariado do Comité Central do PCP enviada à embaixada da República Checa manifestando a sua apreensão pelas ameaças que pendem sobre o Partido Comunista da Boémia e Morávia e manifestando a sua solidariedade com este partido.
«O PCP, face a notícias que dão conta da existência de ameaças de carácter persecutório e anticomunista na República Checa, enviou à embaixada da República Checa em Lisboa uma carta, dirigida à embaixadora Markéta Sarbosová, na qual lembra as “acções que num passado não distante levaram à triste e inaudita proibição da Juventude Comunista Checa, decisão aliás recentemente revertida judicialmente”, sublinhando que as “tentativas em curso no Senado checo visando a suspensão da actividade do Partido Comunista da Boémia e Morávia (PCBM) ou mesmo a sua ilegalização, não só constituem uma intolerável forma de intimidação, pressão e ingerência na sua vida interna, como representam um novo e deplorável precedente do mais primário anticomunismo e uma violação flagrante das garantias e princípios democráticos básicos”.
«A carta refere ainda que tais situações se inserem “em inquietantes propósitos de instalação na Europa de um clima típico de caça às bruxas que traz à memória páginas negras da história do século XX”.
«O Secretariado do Comité Central do PCP termina a carta solidarizando-se com o PCBM, partido com representação institucional na República Checa e no Parlamento Europeu, exigindo “do Governo e Senado checos o respeito pela liberdade e a democracia” e garantindo que continuará a fazer ouvir a sua voz “contra todos os intentos e campanhas de cerceamento da liberdade e acção política dos comunistas e de todos quantos lutam pela democracia, o progresso social e o socialismo”».


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