Breves
AVEIRO
Câmara desinveste na Cultura
A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP está indignada com o corte em 50% dos apoios financeiros ao Teatro Aveirense anunciado pela Câmara Municipal, que pretende agora deixar o Teatro dependente do mecenato, das entidades privadas. Esta medida, diz, a par de outras já tomadas nesta área, «reflecte um claro desinvestimento do actual executivo camarário na Cultura».
De facto, para a prossecução dos seus objectivos, não basta ao Teatro Aveirense «mudanças directivas e de imagem, elogios e meras declarações de intenções». O Teatro Aveirense «deve ter ao seu dispor os meios financeiros, materiais e humanos que lhe possibilitem abrir o seu espaço e programação aos agentes culturais concelhios, colocando-se ao serviço da produção, da diversidade e da criatividade cultural dos artistas e da juventude da região, de forma articulada com a sua programação geral», diz o PCP que se compromete a levantar o assunto na Assembleia Municipal de Aveiro.

SEIXAL
Construa-se o Hospital!
A Comissão Concelhia do Seixal do PCP acusa o Governo de não ter cumprido o compromisso assumido com a população para a construção do novo Hospital naquele concelho da margem sul do Tejo. O Ministério da Saúde tinha-se comprometido a lançar o concurso público para o projecto até final de 2009 e a concluir a construção durante o ano de 2012. Os comunistas exigem que o Executivo deixe de protelar a abertura desse concurso, «de acordo com o compromisso assinado, nomeadamente quanto às valências definidas», e que cumpra os prazos definidos.
Em nota à imprensa, a Concelhia do Seixal lembra que a luta por este importante equipamento «não tem sido fácil», pois a vontade das populações e o empenho das autarquias e das comissões de utentes têm-se defrontado com a resistência dos que se opõem a um Serviço Nacional de Saúde. Por seu lado, o PCP tem estado desde a primeira hora junto das populações nesta reivindicação, dando-lhe voz nas instituições.

LISBOA
Escola Gil Vicente
A Escola Gil Vicente está a funcionar sem condições e de forma insegura e pouco higiénica. Isto porque as obras de adaptação às necessidades tecnológicas, sanitárias e de segurança de que necessitava – começadas em Julho de 2008 – ainda não terminaram, prejudicando alunos, professores e trabalhadores não docentes, como verificou o deputado Miguel Tiago numa visita àquela escola.
No dia 26 de Novembro, o Grupo Parlamentar do PCP quis saber do Governo que medidas pensa tomar para resolver a situação e como acompanha as obras em edifícios escolares, uma vez que delegou esta responsabilidade na empresa Parque Escolar, mas continua a aguardar resposta.
Também, no dia 10 de Dezembro, o PCP apresentou uma moção na Assembleia Municipal de Lisboa, propondo que a CML interviesse junto das entidades responsáveis para uma rápida resolução da situação, moção aprovada com os votos contra do PS e a abstenção do PPM.