Uma volta ao mundo ao pé da porta
Está patente, até 2 de Janeiro de 2010, na Galeria Cidade, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, uma exposição de pintura do artista plástico José Santa-Bárbara, intitulada «Quotidianos». No catálogo desta mostra, inaugurada no passado dia 12 de Novembro, está um texto de Manuel Augusto Araújo, que publicamos na íntegra.
O quotidiano afasta-se de nós mediatizado pelos inúmeros acontecimentos que poluem a sua percepção. São vendavais de informações que, de todo o mundo, entram desarvoradamente casa e cabeças dentro, metendo na centrifugadora um tsunami que nos antípodas arrasa expectativas turísticas, as alegrias patetas do cão que habita a casa branca, o sangue que escorre do rebentamento de uma bomba algures, um golo extraordinário que fura as redes dos adjectivos, desempregados na esquina dos resultados eleitorais, compatriotas que se estropiam numa auto-estrada de um qualquer continente, um primeiro ministro peida-gadocha em passo de corrida para televisão ver, livros que se vendem como milho escritos por escritores que não o são, o lançamento de uma fragrância exótica a preços de matar a fome a milhares de pessoas, um encontro dos governantes dos países mais poderosos do mundo contado em trivialidades, as lágrimas de uma branca de neve pela perda de um dos seus anões, um político porteiro a engraxar botas para abrir a porta do patamar seguinte do poder, a bolsa em sobe e desce no faz de conta polaroid do estado da economia, a recuperação da virgindade por uma socialite que vende virtude por dá cá aquela palha, sabe-se lá mais o quê com que se tropeça nessas maratonas diárias de estórias editadas para consumo rápido, logo seguidas por ficções de putos assim-assim e assim-assado que, em vez de estudarem, fazem das aulas palcos para exibirem idiossincrasias pronto-a-vestir a que se seguem amores dilacerados que oferecem o seu sofrimento para substituir o nosso, e por aí fora se desanda nos interstícios do suor do trabalho até cabecear o sono e acordar com a gritaria de uma estrela de uma qualquer arte perseguida por um paparazzi, o que recomeça o fio das estórias de um novo dia onde a jangada do quotidiano está condenada a afundar-se sem remissão num oceano de destroços controlados que promovem a sua alienação.
De sol a sol, essa teia vai-se desenrolando há dezenas de anos para, a bem ou a mal, nos enredar a ver, ouvir e ler odisseias fatelas e uns quantos senhores sisudos quanto baste para parecerem inteligentes, sempre sentados e sempre os mesmos, que os interpretam e explicam o que devemos pensar sobre a sociedade que nos oprime, numa escala que varia da maior violência ao mais sonso conselho, tudo para nos conduzir mansamente à suprema felicidade de verificamos que eles pensam como nós, já sem percebermos que nós é que fomos perdendo capacidade de análise crítica, até quase não pensarmos para pensarmos como eles, o que garante que se votará alegremente em hora certa no Dupond ou no Dupont, para que esse nosso não mundo se vá perpetuando. Chegados a esse nirvana o quotidiano, o brutal quotidiano da luta pela sobrevivência, o quotidiano real que se vive segundo a segundo a vender as energias vitais por trinta dinheiros ao fim do mês, está totalmente alienado, destruído por essas realidades que se sobrepõem à realidade factual. São inúmeros os filtros que desfocam o que vê para não se ver a porta por onde sair. Transformou-se assim o quotidiano num labirinto, lugar onde se está perdido mas que simultaneamente é o lugar onde se pensa estar protegido. Labirinto que é uma ameaça e um refúgio, construído à imagem e semelhança desta sociedade que chega mesmo a inventar terrores para acreditarmos que estes poderes políticos estão lá para nos proteger, enquanto o que acontece de facto é os seus donos e seus serventuários nos concederem pão, circo e chicote desesperados por, em séculos de exploração, ainda não terem conseguido fabricar uma vacina eficaz contra o desejo de utopia, de libertação que persiste apesar e contra o bombardeamento diário com que querem destruir o sol do futuro. Se possível destruir mesmo a ideia de que é possível pensá-lo.
A pedra angular dessa estratégia começa a ser talhada na alienação do quotidiano. É essa questão central que José Santa-Bárbara questiona seriamente confrontando-nos com o que, por se ter tornado tão brutalmente banal se apaga, subconscientemente, do ver. Pincelada a pincelada, quadro a quadro traça um roteiro das pequenas coisas que se vivem repetidamente e que são tão essenciais à vida como respirar ou o bater compassado do coração, em ambientes difusos de luz baça mas eterna que é a luz da sobrevivência, na esperança de um dia se libertar dessa danação para brilhar intensamente. Pintura a pintura descemos lentamente à terra lavados da ganga da real politik, em que a produção de bens imateriais se tornou tão importante como a produção de bens materiais, em que a produção de bens de consumo é tão importante como a produção de produtos comunicacionais, porque a construção minuciosa de um imaginário global que ilude a realidade é essencial para manter o estado de sítio. Contra esse estado de sítio José Santa-Bárbara pinta Iluminuras de um livro de horas da vida para resgatar da alienação o quotidiano, os quotidianos. Para nos dar a ver os pedaços da vida real que, por ele pintados, são mais reais do que tal qual eram. Fá-lo fazendo coro com Maiaikovski, proclamando que a arte não é um espelho para reflectir o mundo, é um martelo para o forjar. Fá-lo reafirmando o papel mediador da arte, contra a arte que aceita a sua redução ao signo puro e que se reproduz em estruturas tautológicas com o pressentimento de ter perdido todo e qualquer significado. Aqui recupera-se, sem nostalgia nem passadismo, os valores que a arte tinha adquirido na cultura iluminista vistos com as lentes da contemporaneidade.
Biografia de José Santa Bárbara
1936 Nasce a 28 de Outubro, em Lisboa.
1951 | 1955 Ingressa na Escola de Artes Decorativas António Arroio onde faz o curso de Cerâmica e o curso de Habilitação à Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. É aluno do Mestre Abel Manta.
1955 Ingressa na Escola Superior de Belas-Artes, curso de Escultura.
1958 | 1960 Frequenta o curso de Cenografia no Conservatório Nacional de Lisboa. Faz Gravura na Cooperativa de Gravadores Portugueses que edita um dos seus trabalhos. Conclui o curso de Escultura na ESBAL.
1962 | 1964 Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, para realizar o levantamento de equipamento urbano, a nível nacional.
1967 | 1968 Colabora com o arquitecto Keil do Amaral, no monumento ao poeta João de Barros, na praia de Santa Cruz.
1978 É presidente da APD Associação Portuguesa de Designers da qual é sócio-fundador.
1990 É, a partir deste ano, membro correspondente em Portugal da The Watfford Conference, grupo formado por designers e arquitectos ligados aos caminhos-de-ferro.
1991 Colabora com o arquitecto Francisco Keil do Amaral na exposição ‘Design para a Cidade, Situações, Artefactos e Ideias’ organizado pelo CPD Centro Português de Design, na Casa de Serralves, Porto.
Distinções
2005 Agraciado com Medalha de Mérito Municipal-1.º Grau,Ouro, pela Câmara Municipal de Sintra.
2009 Agraciado com Medalha de Mérito-Grau Ouro, pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Exposições individuais
1964 Porto, Galeria Divulgação, 8 Pinturas de Santa-Bárbara, 2 | 14 Maio; Lisboa, Galeria 111, Desenhos de Santa-Bárbara, 25 Maio | 5 Junho; Almada, Galeria Municipal de Arte, Pintura, Maio; Caldas da Rainha, Galeria Osíris, Pintura, Julho | Setembro; Lisboa, Museu da Água, Pintura, Março | Abril; Loures, Galeria da Malaposta, Pintura, Abril | Maio; Grândola, Galeria Municipal, Pintura, Outubro | Novembro; Caldas da Rainha, Museu de Cerâmica, Pintura, Fevereiro | Abril; Ponte de Sor, Biblioteca Municipal, Pintura, Abril | Maio; Assumar-Monforte, Galeria da Junta de Freguesia, Pintura, Maio; Barcelona, Espanha, Galeria Grifé & Escoda, Pintura, Setembro; Coimbra, Casa Municipal da Cultura, Pintura, Dezembro | Janeiro 2001; 2001 Lisboa, SPA Sociedade Portuguesa de Autores, Pintura, Fevereiro | Março; Lisboa, Biblioteca Nacional, Vontades, Pintura, Abril | Maio; 2002 Caldas da Rainha, Museu do Hospital, Pintura, Maio | Agosto; 2003 Abrantes, Biblioteca Municipal António Botto, Pintura, Julho; Setúbal, Instituto Politécnico de Setúbal, Vontades, Pintura, Outubro | Novembro; Lisboa, Galeria Vértice, Vontades, Pintura, Junho.
Exposições colectivas
Participa desde 1953 em várias Exposições Colectivas, destacando-se entre elas:
1953 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, VII Exposição Geral de Artes Plásticas, Maio; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, VIII Exposição Geral de Artes Plásticas, Maio; Lisboa, Sociedade
Nacional de Belas Artes, IX Exposição Geral de Artes Plásticas, Maio; 1956 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Terceira Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL, Janeiro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, X Exposição Geral de Artes Plásticas, Junho; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Quarta Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL; 1958 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Quinta Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL; São Paulo, Sete Artistas Modernos Portugueses; 1959 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Sexta Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, 50 Artistas Independentes, Junho; Nápoles, Galeria Guida, La Nuova Grafica Portoghese; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, V Salão de arte moderna, Novembro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Gravura Portuguesa Contemporânea; 1964 Joanesburgo e Cidade do Cabo, Gravura Portuguesa Contemporânea; 1971 Lisboa, FIL, 1.ª Exposição de Design Português, 20 | 29 Março; 1976 Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 20 Anos de Gravura, Maio | Junho; 1981 Lisboa, III Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante, Setembro; 1991 Porto, Fundação Casa de Serralves, Design para a Cidade: Exposição de Situações, Artefactos e Ideias, Julho | Setembro; 1994 Lisboa, CCB Centro Cultural de Belém, Design Lisboa 94; Lisboa, CPD Centro Português de Design, Exposição dos Galardoados com o Prémio Nacional de Design; Amora, Quinta da Atalaia, IX Bienal de Artes Plásticas da festa do Avante, Setembro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Artistas Plásticos Apoiam Jorge Sampaio, Novembro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Figurações, com José Luís Tinoco, Nuno San-Payo e João Paulo; Amora, X Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante, Setembro; Amora, XI Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante, Setembro; Lisboa, Museu da Água – Reservatório da Patriarcal, Coexistências, reinvenção de objectos a partir de matérias-primas existentes e novas utilizações dessas matérias-primas; 2000 Lisboa, Palácio Galveias, Exposição DESIGN 2000; Braga, Galeria Belo Belo, Figurações, com José Luís Tinoco e Nuno San-Payo, Fevereiro; Lisboa, Museu da Água – Reservatório da Patriarcal, Exposição de Arte. Contemporânea Portuguesa, Junho; 2008 Madrid, I Bienal Ibero-Americana de Design, Novembro.
Obra pública
Escultura / Cerâmica / Medalhística
1967 | 1968 Grupo escultórico para o Monumento ao Poeta João de Barros, na praia de Santa Cruz; 1993 Intervenção plástica na Estação de Entrecampos do Metropolitano de Lisboa; 1999 Intervenção plástica na fachada sul da Estação dos caminhos-de-ferro, de Entrecampos; 2002 | 2003 Intervenção para o átrio da Estação do Rossio, REFER; 2009 Conclusão do Monumento Nacional ao Ferroviário; 1998 | 1999 Seis painéis de azulejo para a Estação de caminhos-de-ferro do Pragal, Almada; 1998 | 2000 Vários painéis de azulejo; 2003 Painéis de azulejo para a Estação de Santa Apolólia, do Metropolitano de Lisboa.
Realiza desde 1985 várias medalhas que assinalam efemérides nacionais, destacando-se entre elas:
1987 Medalha comemorativa do centenário da Linha do Douro; Medalha comemorativa do centenário do comboio Sud-Expresso; 1988 Medalha comemorativa do 14.º aniversário do 25 de Abril para a Associação 25 de Abril; 1989 Medalha comemorativa do centenário da Linha de Cascais; 1990 Medalha comemorativa do centenário da Estação do Rossio; 1996 Medalha comemorativa dos 140 anos dos Caminhos-de-Ferro; 1998 Medalha comemorativa da criação da REFER; Medalha comemorativa dos 250 anos do Aqueduto das Águas Livres, EPAL; 2000 Medalha comemorativa dos 140 anos da Real Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses; 2004 Medalha comemorativa dos 40 Anos da Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos; 2006 Medalha comemorativa dos 150 anos dos Caminhos-de-Ferro; Medalha comemorativa do 35.º aniversário do 25 de Abril, para a Associação 25 de Abril.
De sol a sol, essa teia vai-se desenrolando há dezenas de anos para, a bem ou a mal, nos enredar a ver, ouvir e ler odisseias fatelas e uns quantos senhores sisudos quanto baste para parecerem inteligentes, sempre sentados e sempre os mesmos, que os interpretam e explicam o que devemos pensar sobre a sociedade que nos oprime, numa escala que varia da maior violência ao mais sonso conselho, tudo para nos conduzir mansamente à suprema felicidade de verificamos que eles pensam como nós, já sem percebermos que nós é que fomos perdendo capacidade de análise crítica, até quase não pensarmos para pensarmos como eles, o que garante que se votará alegremente em hora certa no Dupond ou no Dupont, para que esse nosso não mundo se vá perpetuando. Chegados a esse nirvana o quotidiano, o brutal quotidiano da luta pela sobrevivência, o quotidiano real que se vive segundo a segundo a vender as energias vitais por trinta dinheiros ao fim do mês, está totalmente alienado, destruído por essas realidades que se sobrepõem à realidade factual. São inúmeros os filtros que desfocam o que vê para não se ver a porta por onde sair. Transformou-se assim o quotidiano num labirinto, lugar onde se está perdido mas que simultaneamente é o lugar onde se pensa estar protegido. Labirinto que é uma ameaça e um refúgio, construído à imagem e semelhança desta sociedade que chega mesmo a inventar terrores para acreditarmos que estes poderes políticos estão lá para nos proteger, enquanto o que acontece de facto é os seus donos e seus serventuários nos concederem pão, circo e chicote desesperados por, em séculos de exploração, ainda não terem conseguido fabricar uma vacina eficaz contra o desejo de utopia, de libertação que persiste apesar e contra o bombardeamento diário com que querem destruir o sol do futuro. Se possível destruir mesmo a ideia de que é possível pensá-lo.
A pedra angular dessa estratégia começa a ser talhada na alienação do quotidiano. É essa questão central que José Santa-Bárbara questiona seriamente confrontando-nos com o que, por se ter tornado tão brutalmente banal se apaga, subconscientemente, do ver. Pincelada a pincelada, quadro a quadro traça um roteiro das pequenas coisas que se vivem repetidamente e que são tão essenciais à vida como respirar ou o bater compassado do coração, em ambientes difusos de luz baça mas eterna que é a luz da sobrevivência, na esperança de um dia se libertar dessa danação para brilhar intensamente. Pintura a pintura descemos lentamente à terra lavados da ganga da real politik, em que a produção de bens imateriais se tornou tão importante como a produção de bens materiais, em que a produção de bens de consumo é tão importante como a produção de produtos comunicacionais, porque a construção minuciosa de um imaginário global que ilude a realidade é essencial para manter o estado de sítio. Contra esse estado de sítio José Santa-Bárbara pinta Iluminuras de um livro de horas da vida para resgatar da alienação o quotidiano, os quotidianos. Para nos dar a ver os pedaços da vida real que, por ele pintados, são mais reais do que tal qual eram. Fá-lo fazendo coro com Maiaikovski, proclamando que a arte não é um espelho para reflectir o mundo, é um martelo para o forjar. Fá-lo reafirmando o papel mediador da arte, contra a arte que aceita a sua redução ao signo puro e que se reproduz em estruturas tautológicas com o pressentimento de ter perdido todo e qualquer significado. Aqui recupera-se, sem nostalgia nem passadismo, os valores que a arte tinha adquirido na cultura iluminista vistos com as lentes da contemporaneidade.
Biografia de José Santa Bárbara
1936 Nasce a 28 de Outubro, em Lisboa.
1951 | 1955 Ingressa na Escola de Artes Decorativas António Arroio onde faz o curso de Cerâmica e o curso de Habilitação à Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. É aluno do Mestre Abel Manta.
1955 Ingressa na Escola Superior de Belas-Artes, curso de Escultura.
1958 | 1960 Frequenta o curso de Cenografia no Conservatório Nacional de Lisboa. Faz Gravura na Cooperativa de Gravadores Portugueses que edita um dos seus trabalhos. Conclui o curso de Escultura na ESBAL.
1962 | 1964 Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, conjuntamente com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, para realizar o levantamento de equipamento urbano, a nível nacional.
1967 | 1968 Colabora com o arquitecto Keil do Amaral, no monumento ao poeta João de Barros, na praia de Santa Cruz.
1978 É presidente da APD Associação Portuguesa de Designers da qual é sócio-fundador.
1990 É, a partir deste ano, membro correspondente em Portugal da The Watfford Conference, grupo formado por designers e arquitectos ligados aos caminhos-de-ferro.
1991 Colabora com o arquitecto Francisco Keil do Amaral na exposição ‘Design para a Cidade, Situações, Artefactos e Ideias’ organizado pelo CPD Centro Português de Design, na Casa de Serralves, Porto.
Distinções
2005 Agraciado com Medalha de Mérito Municipal-1.º Grau,Ouro, pela Câmara Municipal de Sintra.
2009 Agraciado com Medalha de Mérito-Grau Ouro, pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Exposições individuais
1964 Porto, Galeria Divulgação, 8 Pinturas de Santa-Bárbara, 2 | 14 Maio; Lisboa, Galeria 111, Desenhos de Santa-Bárbara, 25 Maio | 5 Junho; Almada, Galeria Municipal de Arte, Pintura, Maio; Caldas da Rainha, Galeria Osíris, Pintura, Julho | Setembro; Lisboa, Museu da Água, Pintura, Março | Abril; Loures, Galeria da Malaposta, Pintura, Abril | Maio; Grândola, Galeria Municipal, Pintura, Outubro | Novembro; Caldas da Rainha, Museu de Cerâmica, Pintura, Fevereiro | Abril; Ponte de Sor, Biblioteca Municipal, Pintura, Abril | Maio; Assumar-Monforte, Galeria da Junta de Freguesia, Pintura, Maio; Barcelona, Espanha, Galeria Grifé & Escoda, Pintura, Setembro; Coimbra, Casa Municipal da Cultura, Pintura, Dezembro | Janeiro 2001; 2001 Lisboa, SPA Sociedade Portuguesa de Autores, Pintura, Fevereiro | Março; Lisboa, Biblioteca Nacional, Vontades, Pintura, Abril | Maio; 2002 Caldas da Rainha, Museu do Hospital, Pintura, Maio | Agosto; 2003 Abrantes, Biblioteca Municipal António Botto, Pintura, Julho; Setúbal, Instituto Politécnico de Setúbal, Vontades, Pintura, Outubro | Novembro; Lisboa, Galeria Vértice, Vontades, Pintura, Junho.
Exposições colectivas
Participa desde 1953 em várias Exposições Colectivas, destacando-se entre elas:
1953 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, VII Exposição Geral de Artes Plásticas, Maio; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, VIII Exposição Geral de Artes Plásticas, Maio; Lisboa, Sociedade
Nacional de Belas Artes, IX Exposição Geral de Artes Plásticas, Maio; 1956 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Terceira Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL, Janeiro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, X Exposição Geral de Artes Plásticas, Junho; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Quarta Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL; 1958 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Quinta Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL; São Paulo, Sete Artistas Modernos Portugueses; 1959 Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Sexta Exposição de Trabalhos Extra-Escolares dos Alunos da ESBAL; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, 50 Artistas Independentes, Junho; Nápoles, Galeria Guida, La Nuova Grafica Portoghese; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, V Salão de arte moderna, Novembro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Gravura Portuguesa Contemporânea; 1964 Joanesburgo e Cidade do Cabo, Gravura Portuguesa Contemporânea; 1971 Lisboa, FIL, 1.ª Exposição de Design Português, 20 | 29 Março; 1976 Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 20 Anos de Gravura, Maio | Junho; 1981 Lisboa, III Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante, Setembro; 1991 Porto, Fundação Casa de Serralves, Design para a Cidade: Exposição de Situações, Artefactos e Ideias, Julho | Setembro; 1994 Lisboa, CCB Centro Cultural de Belém, Design Lisboa 94; Lisboa, CPD Centro Português de Design, Exposição dos Galardoados com o Prémio Nacional de Design; Amora, Quinta da Atalaia, IX Bienal de Artes Plásticas da festa do Avante, Setembro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Artistas Plásticos Apoiam Jorge Sampaio, Novembro; Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, Figurações, com José Luís Tinoco, Nuno San-Payo e João Paulo; Amora, X Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante, Setembro; Amora, XI Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante, Setembro; Lisboa, Museu da Água – Reservatório da Patriarcal, Coexistências, reinvenção de objectos a partir de matérias-primas existentes e novas utilizações dessas matérias-primas; 2000 Lisboa, Palácio Galveias, Exposição DESIGN 2000; Braga, Galeria Belo Belo, Figurações, com José Luís Tinoco e Nuno San-Payo, Fevereiro; Lisboa, Museu da Água – Reservatório da Patriarcal, Exposição de Arte. Contemporânea Portuguesa, Junho; 2008 Madrid, I Bienal Ibero-Americana de Design, Novembro.
Obra pública
Escultura / Cerâmica / Medalhística
1967 | 1968 Grupo escultórico para o Monumento ao Poeta João de Barros, na praia de Santa Cruz; 1993 Intervenção plástica na Estação de Entrecampos do Metropolitano de Lisboa; 1999 Intervenção plástica na fachada sul da Estação dos caminhos-de-ferro, de Entrecampos; 2002 | 2003 Intervenção para o átrio da Estação do Rossio, REFER; 2009 Conclusão do Monumento Nacional ao Ferroviário; 1998 | 1999 Seis painéis de azulejo para a Estação de caminhos-de-ferro do Pragal, Almada; 1998 | 2000 Vários painéis de azulejo; 2003 Painéis de azulejo para a Estação de Santa Apolólia, do Metropolitano de Lisboa.
Realiza desde 1985 várias medalhas que assinalam efemérides nacionais, destacando-se entre elas:
1987 Medalha comemorativa do centenário da Linha do Douro; Medalha comemorativa do centenário do comboio Sud-Expresso; 1988 Medalha comemorativa do 14.º aniversário do 25 de Abril para a Associação 25 de Abril; 1989 Medalha comemorativa do centenário da Linha de Cascais; 1990 Medalha comemorativa do centenário da Estação do Rossio; 1996 Medalha comemorativa dos 140 anos dos Caminhos-de-Ferro; 1998 Medalha comemorativa da criação da REFER; Medalha comemorativa dos 250 anos do Aqueduto das Águas Livres, EPAL; 2000 Medalha comemorativa dos 140 anos da Real Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses; 2004 Medalha comemorativa dos 40 Anos da Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos; 2006 Medalha comemorativa dos 150 anos dos Caminhos-de-Ferro; Medalha comemorativa do 35.º aniversário do 25 de Abril, para a Associação 25 de Abril.