• José Casanova

Ary sempre!
O PCP tem vindo a assinalar o 25º aniversário da morte do Ary com um vasto conjunto iniciativas que, iniciadas em Janeiro - com um suplemento especial do Avante! e com a edição do DVD «Ary sempre!» - culminarão com o espectáculo do dia 4 de Dezembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Trata-se de uma homenagem simples mas sentida - à nossa maneira comunista – e na qual se recorda o camarada, o companheiro de luta, o amigo, o poeta.
Poeta da Revolução: assim ele gostava de ser chamado e assim lhe chamamos. Muito justamente, aliás. Com efeito, nenhum outro poeta cantou a Revolução de Abril como ele o fez: esses poemas do Zé Carlos - que constituem precioso património da luta dos trabalhadores e dos comunistas portugueses - são como que a história da Revolução de Abril contada/cantada no seu dia-a-dia.
Neles encontramos a alegria da liberdade conquistada no 25 de Abril e consolidada pelos avanços revolucionários que se lhe seguiram; neles vemos cantada a força decisiva da luta organizada da classe operária e dos trabalhadores; neles está presente a resistência do Partido e dos trabalhadores face à ofensiva contra-revolucionária iniciada pelo primeiro Governo PS/Mário Soares; neles vemos assinalados os recuos a que essa ofensiva nos obrigou e, ao mesmo tempo, o incentivo à luta resistente do movimento operário e popular - sempre com a inabalável confiança e a profunda convicção de que «isto vai, meus amigos, isto vai»; neles encontramos o intelectual que fez a sua opção política e de classe e pôs o seu enorme talento ao serviço dessa opção – o intelectual que soube encontrar e conquistar o seu posto de militante comunista, aprendendo e ensinando que «o Partido que temos é melhor».
Por isso, os poemas do Zé Carlos permanecerão não apenas como momentos maiores da poesia portuguesa, mas igualmente como instrumentos insubstituíveis na luta que hoje prosseguimos pelos ideais de Abril e pela sua democracia avançada, pelo futuro, por Abril de novo.
Por isso «Ary Sempre!» no dia 4 de Dezembro, no Coliseu – num espectáculo com o Carlos do Carmo – incontestavelmente o seu grande intérprete – a cantar alguns dos seus poemas.


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