Breves
ODIVELAS
Rejeitar pressões
Numa conferência de imprensa realizada no dia 10, a Comissão Concelhia de Odivelas do PCP explica por que razão os vereadores eleitos pela CDU não aceitam qualquer pelouro naquela Câmara Municipal. Lembrando que é prática corrente da CDU«aceitar responsabilidades onde está em minoria e atribuí-las às outras forças onde está em maioria», a Comissão Concelhia de Odivelas recorda que o PCP faz depender este princípio da garantia das «condições adequadas ao exercício das responsabilidades que assumimos».
Apesar da forma «pouco linear como este processo foi conduzido desde o princípio pelo PS, que numa primeira fase propôs três pelouros à CDU, dois dos quais de imediato entregou ao PSD», os comunistas de Odivelas esclarecem que «não foram estas as razões que motivaram a não celebração de um acordo». A recusa em aceitar pelouros prendeu-se, antes, com as exigências colocadas, a meio do processo, pelo PS. Este partido pretendia exigir que os vereadores eleitos pela CDU aprovassem os planos de actividades e orçamento, os documentos de prestação de contas e as tabelas de taxas e tarifas, a que pretendia acrescentar a obrigação de abstenção em todos os projectos que anteriormente se tinham oposto, nomeadamente no caso das parcerias público-privadas.
Segundo o PCP, os eleitos da CDU, estando disponíveis para «trabalhar em prol do concelho», nunca aceitarão «algemas» nem cederão a «pressões».

ALGARVE
Medidas urgentes
Para a Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP, o agravamento da situação social na região exige medidas urgentes. Em comunicado do dia 10 de Novembro, «o desemprego continua a subir e as filas nos centros de emprego têm proporções não vistas há muitos anos; um maior número de unidades hoteleiras prosseguem a política do encerramento sazonal e do consequente desemprego de centenas de trabalhadores.» A situação na Alicoop/Alisuper, que o PCP há muito vem denunciando, «atinge hoje uma proporção preocupante, colocando em risco cerca de 600 de postos de trabalho directos».
Na opinião dos comunistas, tal quadro «traduz-se no aumento das situações de pobreza e exclusão, no recurso crescente a apoios vários, nomeadamente alimentares». Para minimizar a «grave situação social existente», o PCP propõe a adopção de várias medidas, entre as quais o «alargamento do âmbito e tempo para acesso ao subsídio de desemprego»; o lançamento de obras, «seja a de requalificação da EN 125 seja a de modernização e requalificação do caminho-de-ferro seja de requalificação urbana» ou o «investimento público na área das pescas, agricultura e indústrias associadas».

TORRES NOVAS
Para quando a nova ponte?
O PCP questionou o Governo, através do seu deputado eleito por Santarém, António Filipe, acerca da construção da nova ponte sobre o Tejo em Constância, ligando a EN 118 ao IP6/A23. A ponte está prometida desde 1998, mas no despacho aprovado em Agosto deste ano para abertura do concurso para a requalificação da EN 118 não está prevista a construção dessa nova travessia.