Breves
EUA
O desemprego subiu em Outubro para 10,2 por cento atingindo o nível mais elevado dos últimos 26 anos. Os dados admitidos pelo Departamento do Trabalho norte-americano indicam que durante aquele mês mais de 190 mil pessoas entraram nas estatísticas oficiais, número que bate a maioria das estimativas, uma vez que estas apontavam que os 10 por cento de desempregados só seriam registados no primeiro trimestre do próximo ano.
Nos cálculos do governo não entram os cidadãos não inscritos nos centros de emprego nem os trabalhadores no activo com apenas meia jornada.

Canadá
Mais de 43 mil postos de trabalho foram destruídos durante o mês de Outubro no país. A taxa oficial registada no mês passado, 8,6 por cento, quase que iguala o índice registado há um ano, 8,7 por cento.
O sector industrial foi o que mais contribuiu para o crescimento do desemprego no Canadá, diz o Instituto Nacional de Estatísticas Laborais. Actualmente, mais de 1,6 milhões de trabalhadores estão desocupados.

OIT
O crescimento dos salários reais caiu drasticamente em 2008, concluiu a Organização Internacional do Trabalho. No Relatório Mundial sobre Salários, a organização diz que o crescimento do salário médio passou de 4,3 em 2007 para 1,4 por cento em 2008, e estima que em 2009 «a situação piore».

<i>Microsoft</i>
A empresa vai despedir até ao final do ano mais 800 trabalhadores em todo o mundo, número que se soma aos cinco mil despedimentos decididos pelo gigante da informática no início deste ano.
A eliminação de postos de trabalho que vem acontecendo desde o Janeiro de 2009 é o maior processo de despedimento alguma vez realizado pela companhia norte-americana, que justifica a decisão com o recuo igualmente histórico dos lucros no primeiro semestre do corrente.

<i>Applied Materials</i>
O fabricante de equipamentos tecnológicos vai eliminar entre 10 e 12 por cento dos postos de trabalho nas suas unidades produtivas. A empresa justifica o despedimento de 1300 a 1500 trabalhadores com a quebra de 40 por cento dos lucros no último trimestre.

Despedimentos
Três empresas do sector das novas tecnologias anunciaram o despedimento de um total de quase 5 mil trabalhadores. Na Adobe Systems, a dispensa de nove por cento da força de trabalho parece ser o número que convém à empresa, uma vez que depois de aplicar o rácio na recentemente adquirida Omniture, voltou à carga e decidiu despedir a mesma percentagem na casa-mãe eliminando cerca de 680 posto de trabalho a tempo inteiro.
Já na Sprint Nextel, o total de trabalhadores despedidos ascende a 2500, enquanto que na Electronic Arts a «redução» abrange 1500 funcionários.

<i>Guardian News and Media</i>
O grupo editorial britânico vai mandar para o desemprego mais de uma centena de funcionários. Depois de terem eliminado, já este ano, centena e meia de postos de trabalho nas duas áreas, os proprietários de títulos como o Guardian ou o Observer pretendem dispensar 100 jornalistas e comerciais até ao final do ano

Insegurança alimentar
Dados oficiais do Departamento de Agricultura dos EUA confirmam que a carência de alimentos no país atingiu o seu pior nível desde 1995. No total, em 2008, 17 milhões de agregados familiares sofreram em algum momento de algum tipo de carência alimentar, um aumento de 4 milhões face ao número total registado em 2007, 13 milhões.
Quanto aos agregados atingidos pela insegurança alimentar crónica, o Departamento de Agricultura estima-os em 506 mil, um crescimento de 64 por cento face aos 323 mil contabilizados há dois anos.

Crise habitacional
O Conselho de Direitos Humanos da ONU enviou a sua relatora para o direito à habitação aos EUA afim de investigar a razão pela qual milhões de pessoas vêem esse direito negado em território norte-americano.
Dados oficiais dizem que só em Nova Iorque mais de 40 mil ficaram sem-tecto, aumentando para 130 mil o número dos que enfrentam carências de habitação. O problema não se resume no entanto àquela cidade. No final do ano passado, os presidentes da câmara norte-americanos garantiam que os sem-abrigo cresceram em 76 por cento dos centros urbanos analisados. Em metade destas cidades a falta de pagamento das hipotecas e das rendas foi a causa dos despejos.