PCP lança campanha em Lisboa
Por uma política nacional do medicamento
O PCP defende a adopção de uma política do medicamento diferente, que assente em «rigorosos critérios científicos e corresponda, pelo custo e disponibilidade, às reais necessidades do País». Esta exigência surge num folheto editado recentemente pelo Sector da Saúde da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP, que suporta uma campanha lançada pelo Partido.
Nesse folheto, o PCP adianta algumas das questões que devem presidir a uma «verdadeira política nacional do medicamento»: «inventariar medicamentos essenciais; orientar a indústria nacional para a produção de medicamentos essenciais, se necessário através de fábricas do Estado; criação do Laboratório Nacional do Medicamento, com a finalidade de dotar o País de uma produção pública dos principais medicamentos e incentivar a indústria nacional à sua produção; criar farmácias públicas nos serviços de saúde que forneçam gratuitamente os medicamentos prescritos, sempre que o seu custo seja menor do que a comparticipação; alargar a lista de medicamentos comparticipados a 100 por cento para todas as doenças crónicas.»
Nesta campanha, o PCP considera que esta política que propõe deve implementar a «produção nacional, tendo em conta as repercussões sobre várias áreas da economia e do emprego» e o desenvolvimento técnico-científico e a investigação «capazes de dotar a produção nacional».
A produção, distribuição e comercialização de medicamentos, afirmam os comunistas, «gera emprego intensivo e generalizado, desenvolve e importa tecnologia aplicável noutras áreas», para além de desenvolver actividades empresariais de armazenamento, distribuição e comercialização «com grande impacto no custo final». Contrariamente, prossegue-se no folheto, a «desvalorização do sector produtivo nacional» de medicamentos não só agrava a balança comercial como representa um «desperdício de mão-de-obra qualificada».
No folheto que sustenta a campanha, denuncia-se também o brutal aumento do custo dos medicamentos nos últimos anos, na ordem os 14 por cento entre 2005 e 2007. Para o PCP, o Governo tem responsabilidades neste aumento já que decidiu onerar as famílias e não as multinacionais do sector.


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