Cinco mil estão há seis anos a prazo
Semana de luta na Administração Pública
Não docentes vão ao ME
Um plenário de representantes do pessoal não docente abre amanhã a semana de luta, convocada pelos sindicatos da Frente Comum, que culmina com uma greve e uma manifestação nacional, dia 14.
Dirigentes e delegados sindicais dos jardins de infância e escolas dos ensinos básico e secundário reúnem amanhã, a partir das 10.30 horas, no Hotel Holliday Inn Continental, em Lisboa. O encontro, promovido pela Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública, abordará as alterações ao regime jurídico que enquadra estes funcionários - designadamente a transição para as câmaras municipais - e a precariedade que afecta, há seis anos, cinco mil trabalhadores, os quais correm risco de despedimento, a partir de 31 de Agosto.
No final do plenário, os activistas desfilarão, em protesto, até ao Ministério da Educação. Defender o vínculo de emprego público por nomeação, rejeitando o novo regime, garantir a estabilidade no emprego, exigir uma verdadeira valorização dos salários, eliminar as quotas na avaliação de desempenho e rejeitar a redução das pensões e o aumento da idade de reforma, são alguns dos conteúdos a contemplar numa resolução, a submeter ao plenário, dirigida à ministra Lurdes Rodrigues.
Na semana de luta inserem-se ainda: a «Marcha da Indignação» dos professores, no sábado (ver pág. 13); a manifestação nacional de trabalhadores da administração local, na segunda-feira, dia 12, que partirá cerca das 14 horas, do Terreiro do Paço para a residência oficial do primeiro-ministro; no dia 14, sexta-feira, a greve de 24 horas e a manifestação nacional da Função Pública, que também levará o protesto do Terreiro do Paço até São Bento.


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