Breves
<i>Moveaveiro</i>
A greve à primeira hora e meia de cada turno, na Moveaveiro, transportadora municipal rodoviária e fluvial, entrou na sua segunda semana. Os trabalhadores exigem ser pagos no mesmo dia que os restantes funcionários da autarquia, e rejeitam a privatização da empresa. Desde segunda-feira, efectuam concentrações, todos os dias, durante os períodos de greve, diante da Câmara.
No dia 29, Francisco Braz, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, interveio na Assembleia Municipal, tendo apelado à presidência do executivo PSD/PP, para que trate os trabalhadores «com dignidade e respeito», ao contrário do que tem acontecido até agora.

Concentração
Na Estradas de Portugal, mais de 500 trabalhadores estão ameaçados de despedimento através das «rescisões amigáveis» que, segundo a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, «estão a ser feitas com pressão sobre os trabalhadores». Porque «é preciso lutar contra isto», a federação convocou todos os trabalhadores da EP, para uma concentração, dia 14, pelas 12.30 horas, diante do Ministério das Obras Públicas, em Lisboa. Num outro comunicado, onde se salienta que a sede da EP, na Praça da Portagem, vai mesmo ser vendida, a federação dá conta da infrutífera reunião, no dia 22, com a administração, cujo presidente, Almerindo Marques, se comportou com «arrogância, prepotência e mesmo falta de educação».

Consulados
O abaixo-assinado promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, contra a falta de resposta do Ministério dos Negócios Estrangeiros aos problemas destes trabalhadores, recolheu, na primeira semana, 400 assinaturas, a exigir uma efectiva negociação, que contemple actualizações salariais justas, a evolução nas carreiras, o fim da precariedade e dos novos critérios de avaliação de desempenho. Em dez novas embaixadas e consulados, a tutela continua a recorrer a contratos a prazo, denunciou o sindicato, salientando tratar-se de uma «diplomacia a termo certo».

Sines
Em solidariedade com a luta dos trabalhadores da ETAR de Ribeira de Moinhos, explorada pela Sisáqua, foi marcado para amanhã um jantar de solidariedade, no salão dos Bombeiros Voluntários de Santo André, com o objectivo de angariar fundos para minorar as dificuldades daqueles operários e suas famílias. Além de os seus salários já serem baixos, ficam ainda mais reduzidos devido à greve iniciada a 6 de Fevereiro, por melhorias salariais e das condições de laboração. Esta iniciativa faz parte de um movimento que nasceu na população e contou com o apoio das juntas de Santo André e de Sines, bem como do Sinquifa/CGTP-IN e da União dos Sindicatos local.

Ferroviários
Uma manifestação na fronteira de Irun e Hendaye é hoje promovida por sindicatos ferroviários de Portugal, Espanha e França, contra a liberalização da actividade e a degradação do serviço público, por efeito das políticas da UE para o sector. O SNTSF/CGTP-IN, que enviou uma delegação, realizou ontem uma pré-concentração, na estação de Santa Apolónia.

Montechoro
Com os salários de Dezembro e Janeiro por receber, os trabalhadores do contam com a solidariedade da Comissão Concelhia de Albufeira do PCP que, na sexta-feira, em nota à imprensa, exigiu a intervenção das entidades competentes e apelou à luta dos funcionários. Os comunistas alertam que esta situação «já vem sendo hábito e deixa duas centenas de trabalhadores numa situação difícil», quando a taxa de ocupação do hotel «até está acima da média para a época». Também os sete funcionários do Hotel Guadiana, em Vila Real de Santo António, estão sem ordenados desde Novembro, quando a unidade fechou, revelou o Sindicato da Hotelaria do Algarve.

ARESP
Após a greve que teve lugar a 25 de Fevereiro, no sector das cantinas e refeitórios, o Sindicato da Hotelaria do Sul anunciou para ontem uma deslocação de dirigentes e delegados à sede da associação patronal ARESP, que não garante reunir para negociar o contrato colectivo de trabalho.

Mulheres
Amanhã, na Rua Augusta (cruzamento com a Rua da Vitória), a partir das 14 horas, a Comissão da USL/CGTP-IN para a Igualdade entre Mulheres e Homens, em conjunto com a Interjovem, a Inter-Reformados e o MDM, assinala o Dia internacional da Mulher. Sob o lema «Lutar pelo emprego e pelos direitos, construir a igualdade», tem ali lugar um tribunal de opinião pública e uma «Marcha pela Igualdade».

<i>CGD</i>
Actualização salarial no mínimo de 60 euros e situada entre 3,7 e 4,7 por cento para os trabalhadores que aquele valor não abranja é a proposta reformulada que o STEC apresentou à administração da Caixa Geral de Depósitos. A primeira reunião de negociações teve lugar dia 28 de Fevereiro, apresentando a CGD uma proposta de 2,6 por cento, que o Sindicato dos Trabalhadores do Grupo CGD considerou insuficiente, pois deixa 70 por cento dos funcionários com aumentos abaixo de 40 euros mensais - muito abaixo do crescimento dos preços dos principais produtos e serviços. Inicialmente, a Caixa tinha mesmo proposto 1,5 por cento, valor que o sindicato considerou «provocatório».

<i>EDP</i>
O posto médico de Almada, que serve cerca de 1400 utentes, poderá ser encerrado «nos próximos dias» pela EDP, alerto o Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, que convocou uma concentração de trabalhadores (no activo ou não), para anteontem, com o objectivo de contrariar tal intenção. Os utentes-trabalhadores seriam obrigados a deslocarem-se a Lisboa ou a Setúbal, com os consequentes prejuízos, se o encerramento se concretizasse. O SIESI/CGTP-IN acusa a EDP de seguir a senda do Governo, degradando os serviços e sacrificando os trabalhadores e reformados, em busca do lucro a todo o custo. O sindicato realça que a ameaça de encerramento surge quando decorrem negociações sobre matérias de Saúde, na revisão do Acordo Colectivo de Trabalho, declarando a empresa que pretende que os custos dos utentes sejam substancialmente acrescidos.

Enfermeiros
O desemprego na classe de enfermeiros afecta muitos mais trabalhadores do que os que constam de um relatório, recentemente divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que apenas se baseia nos dados dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego, considerou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Numa nota à imprensa, o SEP/CGTP-IN salienta que o rácio de enfermeiros por habitantes, em Portugal, está «muito abaixo da média dos países da OCDE» e acusa o Governo de desperdiçar estes profissionais de saúde. Noutra nota, o sindicato anunciou que o Decreto-Lei relativo à reorganização dos cuidados de saúde primários foi publicado sem que os restantes parceiros sociais tenham sido consultados.
Num balanço, dia 29, ao primeiro ano de gestão do Centro Hospitalar de Coimbra, como Empresa Pública Empresarial, o SEP classificou-o como «muito negativo» quanto às condições de trabalho, com acentuada redução de direitos laborais. «A nova EPE não quis saber dos direitos e muito menos das pessoas», acusa o sindicato.

Psicólogos
Mais de 11 mil assinaturas foram já recolhidas pelo Sindicato Nacional dos Psicólogos, desde 2 de Março do ano passado, no âmbito da «Campanha para a empregabilidade». No dia 3, o sindicato realizou, em Lisboa, uma acção de sensibilização e de contacto com a população.

São João
No Hospital de São João, no Porto, os 26 trabalhadores da cantina foram, dia 1, impedidos de aceder ao local de trabalho, que tinha sido entaipado, para obras que se prevê venham a demorar três meses.

ASPP/PSP
Faltam condições de higiene, segurança e saúde no trabalho, alertou, dia 28, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia. A ASPP/PSP acusou o Governo de incapacidade para encontrar soluções que previnam estes problemas e, a esse propósito, promoveu, naquele dia, um seminário sobre segurança e saúde no trabalho na Polícia de Segurança Pública.