Flexigurança em debate
Para esclarecer os representantes dos trabalhadores para os perigos da flexigurança, a CGTP-IN efectuou um debate, dia 21, no hotel Altis, em Lisboa, onde participaram centenas de dirigentes e delegados sindicais. A iniciativa também contou com altos magistrados, juristas e professores universitários especialistas em matéria de Direito laboral que, de forma quase consensual, reforçaram a opinião da CGTP-IN. Segundo os intervenientes, a flexigurança terá como consequência a liberalização dos despedimentos e permitirá o despedimento sem justa causa.
No final dos trabalhos, o secretário-geral da CGTP-IN, Manuel Carvalho da Silva, salientou que é necessário agir, quanto antes, para travar esta medida e que o esclarecimento dos trabalhadores sobre esta matéria é de máxima importância.«A flexigurança está inbuída de velhas receitas para atingir o direito ao trabalho, neste tempo de neoliberalismo», afirmou.
Num documento distribuído, revelou-se que a presidência portuguesa da UE pretende introduzir a flexigurança na legislação nacional, através do «Livro Verde para a Modernização das Relações Laborais na Europa».


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