Os trabalhadores vão mostrar no 1.º de Maio que farão da greve geral um êxito
Comemorações da CGTP-IN por todo o País
Greve geral cresce no 1.º de Maio
O Dia Mundial do Trabalhador, que a CGTP-IN comemora em quase meia centena de localidades, constituirá um ponto alto da luta nos sectores e empresas e um elemento fundamental e decisivo para o êxito da greve geral.
O apelo que ecoou no plenário nacional, dia 18, no salão repleto da Voz do Operário, terá expressão numa forte participação dos trabalhadores nas iniciativas com que o movimento sindical unitário assinala o 1.º de Maio, sob o lema «Emprego, justiça social, dignidade! Basta de desigualdades!».
Em Lisboa, a concentração está marcada para as 15 horas, junto ao Estádio 1.º de Maio, partindo daqui a manifestação até à Cidade Universitária. Também para as 15 horas, estão convocadas as concentrações no Porto (na Praça General Humberto Delgado) e em Setúbal (no Jardim do Quebedo).
Concentrações, manifestações, desfiles e comícios vão realizar-se ainda em Aveiro, Beja, Bragança, Chaves, Coimbra, Covilhã, Évora, Faro, Funchal, Guarda, Guimarães, Lamego, Leiria, Mangualde, Peso da Régua, Portalegre, Santarém, Tortosendo, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu. Outras iniciativas desportivas, culturais e de convívio estão igualmente anunciadas para Alcácer do Sal, Aljustrel, Angra do Heroísmo, Caminha, Casebres, Castelo Branco, Gouveia, Grândola, Horta, Minas da Panasqueira, Montemor-o-Novo, Pias, Ponta Delgada, Santiago do Cacém, Santo André, Seia, Sines, Torre de Moncorvo, Torres Vedras, Unhais da Serra e Vendas Novas.
No plenário de 18 de Abril, como noticiámos na anterior edição, os dirigentes, delegados e activistas sindicais receberam, com vibrantes aplausos e ao som da palavra de ordem «A luta continua», a proposta de convocação da greve geral, para dia 30 de Maio.
Na resolução do Conselho Nacional, aprovada na noite anterior e que serviu de base à intervenção do secretário-geral da CGTP-IN na Voz do Operário, a central considera que se tornou «imprescindível desenvolver uma forma de luta que, dando continuidade à grande mobilização dos trabalhadores – expressa designadamente na manifestação de 2 de Março –, constitua um fortíssimo sinal ao patronato de que não nos submeteremos aos seus objectivos de exploração e um cartão vermelho à essência das políticas do Governo, exigindo-lhe mudanças de rumo».
O esclarecimento da população e a mobilização dos trabalhadores para a greve geral é um dos temas centrais da «caravana da indignação» da administração local, que até 29 de Maio percorre todo o País, por iniciativa dos sindicatos da CGTP-IN no sector. O STAL e o STML decidiram fazer a partida simbólica anteontem, junto à Assembleia da República, para afirmar ao hemiciclo e, especialmente, à maioria PS que sustenta o Governo de José Sócrates, «a crescente revolta que vem sendo sentida no sector, contra as políticas de desmantelamento dos serviços públicos e de retirada de direitos fundamentais dos trabalhadores». A caravana iria integrar-se no desfile popular de ontem, na Avenida da Liberdade, e começa hoje, em Setúbal, a série de iniciativas que abrange todos os distritos do Continente e as regiões autónomas.


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