Breves
Resistência castiga ocupantes...
Pelo menos 30 pessoas morreram e meia centena ficou ferida, segunda-feira, em três ataques da resistência iraquiana contra alvos dos ocupantes e das forças colaboracionistas fiéis ao governo de Bagdad.
Em Baquba, na província de Diyala, um carro-bomba foi lançado contra uma esquadra da polícia local matando mais de uma dezena de agentes. O mesmo método foi usado no Norte do país, em Mossul, contra a sede do Partido Democrático do Curdistão, força liderada por Massoud Barzani, a quem o comando norte-americano confiou a administração da região autónoma e que, segundo informações recentes, tem em curso um programa de expulsão de todos os cidadãos não-curdos que habitam no território. No ataque perderam a vida outros dez indivíduos.
Na capital, Bagdad, o alvo foi novamente a «zona verde», tida como último reduto seguro dos ocupantes. Dados oficiais dizem que só na última semana morreram na cidade quase trezentas pessoas na sequência do rebentamento de engenhos explosivos.

...Povo rejeita muro
Paralelamente aos combates entre resistência e ocupantes e aos atentados, em Bagdad a população saiu à rua, domingo e segunda-feira, para se manifestar contra a construção de um muro de cinco quilómetros e quatro metros de altura entre zonas habitadas por sunitas e xiitas.
A obra, a cargo dos militares norte-americanos, fazia parte do plano de segurança colocado em marcha, sem sucesso, assinale-se, durante o mês de Fevereiro, mas perante os contundentes protestos populares, o primeiro-ministro do executivo títere, Nuri al-Maliki, ordenou a suspensão dos trabalhos.
Maliki enfrenta internamente a oposição dos vários grupos em disputa pelo poder, cada vez mais fragmentado. Washington também já não parece capaz de «unir» as diversas facções, até porque entre a Casa Branca e o Congresso se mantém a disputa sobre o financiamento da guerra e o calendário de retirada das tropas, que os democratas propõem condicionar à aprovação dos créditos de guerra.

Ucranianos voltam à rua
Milhares de ucranianos voltaram à rua, segunda-feira, para exigirem que os 18 juizes do Tribunal Constitucional chumbem o decreto presidencial que dissolve o parlamento e convoca eleições antecipadas.
Paralelamente à mobilização popular, presidente e primeiro-ministro voltaram a reunir com o objectivo de ultrapassar a crise política no país. À saída do encontro, o chefe do executivo, Victor Ianukovitch, revelou que os mandatários chegaram a acordo para a resolução pacífica do diferendo, mas recusou-se a tornar públicos outros pormenores.
Já o presidente, Victor Iuschenko, insistiu na realização do sufrágio como única saída para a actual situação.

Russos celebram Lénine
Milhares de russos assinalaram, domingo, a passagem dos 137 anos do nascimento de Vladimir Ilitch Ulianov, Lénine, figura maior da primeira revolução socialista triunfante, em Outubro de 1917, na Rússia.
Em Moscovo, as comemorações concentraram-se junto ao mausoléu do revolucionário e estadista comunista. Membros do comité central do Partido Comunista da Federação Russa e deputados daquela formação política na Duma juntaram-se aos populares para depositarem cravos vermelhos junto dos restos mortais de Lénine.
Por diversas vezes, o governo de Vladimir Putin tentou aprovar uma lei que obrigaria o desmantelamento do mausoléu, mas a oposição do povo, para quem a gratidão não é uma palavra vã, tem até agora gorado as intenções revanchistas do presidente.
Em Kalinengrado, Lénine também não foi esquecido e os habitantes participaram na restituição de uma estátua em sua homenagem junto ao edifício da Casas das Artes.
A recolocação da obra, com quase cinco metros de altura e retirada em 2004, representa, para o presidente da câmara de Kalinegrado, Yuri Savenko, a afirmação de que Lénine «faz parte de uma história que não se deve apagar mas, pelo contrário, respeitá-la respeitando os homens que a fizeram».