Breves
Calma regressa à RD do Congo
Os grupos armados afectos ao ex-vice-presidente da República Democrática do Congo, Jean-Pierre Bemba, entregaram as armas após vários dias de confrontos com as autoridades locais, dos quais resultou a morte de pelo menos doze pessoas.
Em Kinshasa, a situação é descrita como calma depois dos membros da guarda pessoal de Bemba terem desistido da intentona contra o governo liderado por Joseph Kabila, acção que acabou por sair gorada muito por força da recusa da população da capital em sair à rua em apoio ao golpe.
As autoridades da RD do Congo emitiram, entretanto, um mandato de captura contra Bemba, acusando o antigo dirigente de traição à pátria. O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais no país, em 2006, acabou por pedir refúgio junto da representação diplomática da África do Sul.

Combates em Mogadíscio
Tropas etíopes e grupos armados somalis voltaram a combater nas ruas de Mogadíscio. Em resultado dos confrontos, o número de vítimas ultrapassa a centena e milhares de habitantes continuam o êxodo para fora da capital da Somália tentando fugir desesperadamente da violência crescente entre resistência e forças ocupantes que sustentam o governo. Dados das Nações Unidas dizem que, só durante o mês de Fevereiro, cerca de 40 mil pessoas foram forçadas a abandonar a cidade
A batalha começou quarta-feira da semana passada e estendeu-se pelo menos durante cinco dias. A Norte e a Sul de Mogadíscio registaram-se alguns dos enfrentamentos mais contundentes, mas a zona do ministério da Defesa, local onde se concentra grande parte do contingente etíope, foi também alvo de ataques e bombardeamentos das forças fieis à União das Cortes Islâmicas.
Quinta-feira, um avião russo fretado pela União Africana foi abatido por um míssil quando descolava do Aeroporto Internacional de Mogadíscio. Os 11 ocupantes tiveram morte imediata.

RPD da Coreia quer ver promessa cumprida
A República Popular Democrática da Coreia interrompeu, a semana passada, a sua participação na sexta ronda de negociações a seis sobre a desnuclearização da península coreana, realizadas em Pequim.
Em causa está o incumprimento por parte dos EUA e do Banco Delta Ásia do prometido desbloqueamento das contas de Pyongyang naquela entidade financeira, no valor de cerca de 25 milhões de euros.
Os coreanos argumentaram não ser possível continuarem as negociações sem que uma das questões centrais do acordo estabelecido em Fevereiro último fosse integralmente ultrapassada.
Entretanto, Daniel Glaser, subsecretário adjunto do Tesouro norte-americano, encontra-se na capital chinesa em conversações com as autoridades locais. O objectivo é acertar a transferência dos fundos para Pyongyang, impedida, disseram, por razões técnicas.

Irão contesta sanções
O Irão decidiu suspender parcialmente a colaboração com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). A medida do governo de Teerão surge na sequência da aprovação, sábado, no Conselho de Segurança da ONU, de uma nova moção que visa impedir a nação persa de prosseguir com o seu programa de enriquecimento de urânio.
As sanções aprovadas em Nova Iorque representam um endurecimento das medidas contidas na resolução votada em Dezembro de 2006, entre as quais o embargo à indústria de armamento iraniana e outras coacções de natureza financeira e comercial. Os responsáveis pelo programa nuclear iraniano ficam também com mobilidade restrita nas respectivas viagens.
Aos cinco membros permanentes do CS da ONU, o Irão reafirmou o carácter pacífico dos projectos atómicos em curso no país, facto que leva Teerão a considerar «inútil, ilegal e injustificável» o documento agora subscrito e a exigir que o órgão devolva à AIEA a legitimidade nas negociações.