EMEF desdiz intenção<br>de congelar salários
Numa reunião com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, onde se fez representar por dois membros da sua comissão executiva, a EMEF «procurou desfazer aquilo que chamou de equívoco da reunião da passada sexta-feira, em que foi dito que nos próximos três anos a contratação colectiva e os aumentos salariais seriam suspensos» - revelou o SNTSF/CGTP-IN, em comunicado distribuído dia 30 de Janeiro.
Sublinhando que «havia uma posição que foi alterada, depois do sindicato ter convocado uma concentração, para dia 1 de Fevereiro, e uma greve, para dia 9», no comunicado esclarece-se que, no entanto, nesta nova reunião, os representantes da administração:
- admitiram actualizações salariais nos moldes em que for acordado na CP, mas nada adiantaram quanto à data para iniciar negociações;
- admitiram propor uma data para retomar a negociação do Regulamento de Carreiras, mas não concretizaram;
- expressaram a intenção da administração de apresentar um «pacto social» para três anos, mas nada adiantaram quanto ao seu conteúdo, pelo que «nem vale a pena falarmos disso».
Em plenários realizados dia 31 e dia 1, os trabalhadores apoiaram a proposta do sindicato e decidiram manter a greve convocada para amanhã.
Para defenderem um direito de há muitos anos, os trabalhadores contrariaram «em quase todos os locais de trabalho» uma orientação da administração para acabar com o tempo de dispensa destinado a receber o vencimento, no final do mês – revelou o sindicato, na segunda-feira.
Neste segundo comunicado, o SNTSF destaca que os trabalhadores das empresas do grupo CP (CP, Refer e EMEF) têm direito a actualização salarial desde 1 de Fevereiro, «sem que, até ao momento, os responsáveis destas empresas digam qualquer coisa sobre o assunto».
«Quem tem visto os seus direitos atacados, os seus salários desvalorizados e as condições de trabalho agravadas tem mais que justas razões para lutar», reafirma o sindicato, apelando a que os ferroviários participem «em força» na concentração nacional de 2 de Março, em Lisboa, que a CGTP-IN leva a cabo.

Vitória

Uma «importante vitória sindical» foi alcançada relativamente aos trabalhadores do Metro do Porto, que viram o Tribunal da Relação reconhecer que continuam a ter os mesmos direitos de que usufruíam na CP e na Refer


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