Justiça enreda Blair
A Scotland Yard interrogou pela segunda vez, no dia 26 de Janeiro, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, sobre os financiamentos secretos da campanha eleitoral dos trabalhistas, em 2005, que terão tido como contrapartida a atribuição de títulos honoríficos ou assentos na Câmara dos Lordes.
Em dez meses de uma investigação altamente incómoda para o governo britânico, já foram interrogadas 90 testemunhas, tendo sido preso e libertado sob caução, por duas vezes, o principal responsável pela recolha de fundos do partido trabalhista, Michael Levy. A polícia deteve igualmente Ruth Turner, colaboradora próxima de Blair.
O caso enfraqueceu a já diminuída autoridade do líder dos trabalhistas, tanto mais que nunca antes, na história britânica, um primeiro-ministro em exercício fora interrogado pela polícia no âmbito de um processo-crime.
Segundo um inquérito do instituto ICM, divulgado no domingo, 56% dos britânicos consideram que o chefe do governo deveria demitir-se imediatamente. Esta opinião é partilhada por 43 por cento dos interrogados que se afirmam eleitores do partido trabalhista.


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