Breves
Greve
Na Monticor, corticeira no Montijo, os 76 trabalhadores estão em greve por tempo indeterminado, desde dia 2, pela manutenção dos empregos e o pagamento dos salários de Janeiro. No dia 7, concentraram-se frente ao Ministério do Trabalho, onde denunciaram que as instalações foram vendidas, em Julho, à Montiterras, detentora dos terrenos contíguos às instalações da Monticor, revelou ao jornal Setúbal na Rede, António Cabrita, dirigente do Sindicato da Construção do Sul. A empresa também mudou de mãos e a nova gestão «é incapaz de gerir» a corticeira e já fez saber que pretende avançar com despedimentos, denunciou. Entretanto, os operários recusaram o pagamento de apenas 20 por cento dos salários de 500 euros.

<em>Somema</em>
Em greve decidiram entrar, no dia 15, os trabalhadores da empresa de moldes da Marinha Grande, Somema, após a administração ter tentado impor trabalho extraordinário não pago e avançado com despedimentos e processos disciplinares, denunciou o Sindicato dos Metalúrgicos de Coimbra e Leiria.

Insensível
Rui Rio, presidente da CM do Porto, foi acusado, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte, de «insensibilidade», por ter mandado retirar da cidade cartazes alusivos a uma campanha para diminuir os acidentes de trabalho.

<em>Sonastel</em>
Em Lisboa, cerca de 300 trabalhadores da empresa de trabalho temporário, Sonastel, concentraram-se, dia 1, na sua sede, para exigirem os salários de Janeiro. A administração declarou falência e quis indemnizar apenas quem aceitasse as rescisões, ficando de fora da lista de credores. Quem rescindiu recebeu cheques carecas, denunciou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, SNTCT/CGTP-IN.

Rescisão
Em Bragança, os 24 trabalhadores da Construções São Jorge rescindiram os contratos para poderem receber o subsídio de desemprego e para que o património da empresa sirva de garantia ao pagamento dos cinco meses por receber, anunciou, dia 30, o Sindicato da Construção do Norte.

Suíça
Os emigrantes portugueses na Suíça vão ter mais apoio sindical em consequência do reforço dos laços entre a CGTP-IN e o maior sindicato do sector da construção, cerâmica e vidro da União dos Sindicatos Suíços, UNIA. Ambas as estruturas reuniram, em Portugal, entre 28 de Janeiro e 2 de Fevereiro. Os encontros confirmaram o aumento exponencial de emigrantes portugueses naquele país que foi destino para mais de 40 mil portugueses nos últimos cinco anos, sobretudo jovens. Por esse motivo, o reforço dos laços de cooperação em defesa dos direitos e interesses destes trabalhadores levou as estruturas sindicais a comprometerem-se em desenvolverem acções e iniciativas conjuntas.

Carteiros
Em Gondomar, os carteiros estão em greve desde segunda-feira até amanhã, entre as 12 e as 15 horas. Convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, SNTCT/CGTP-IN, a acção é para exigir a admissão de cinco novos trabalhadores, o direito a dias de descanso em compensação por trabalho suplementar e o direito a férias pelo trabalho que prestaram em 2005. É também contestada a admissão de três trabalhadores da CTT Expresso no centro de distribuição.

Sem receber
Nos consulados, embaixadas e nas missões de Portugal no estrangeiro, o Governo tem recorrido sistemáticamente a precários que estão a trabalhar «sem contrato e sem receber», denunciou o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, a 30 de Janeiro. A 8 de Janeiro, foi feita apresentada ao Ministério das Finanças a proposta de renovação dos contratos dos 230 trabalhadores nestas condições mas o despacho de autorização do ministro continuava em falta. O sindicato diz que esta é a imagem da reestruturação de serviços empreendida pelo Governo.

Encontro
A CGTP-IN e a UGT reuniram e debateram, dia 2, em Lisboa, a presidência portuguesa na União Europeia e a preparação de acções sindicais conjuntas para o segundo semestre deste ano.

<em>Metro</em>
O Acordo de Empresa do Metropolitano de Lisboa foi discutido na reunião dos sindicatos com a administração, dia 31, mas o impasse continua, anunciou a Comissão Sindical Negociadora que denunciou «a postura intransigente» da administração, por ter pretendido apenas negociar sobre o tempo de tripulação em regime de agente único, recusando debater o restante clausulado. Falta vontade à administração para resolver o conflito, considerou a comissão sindical.

Estaleiros
Em Viana do Castelo, no estaleiro naval, a Comissão Coordenadora das CTs da Indústria Naval reuniu, dia 29, e condenou o ataque do Governo ao sector público em favor do privado, o aumento da precariedade, o perigo de privatização do estaleiro do Arsenal do Alfeite e a «inoperância» da administração de Viana do Castelo. Foi exigido o cumprimento do Protocolo de 1997, que garante aos trabalhadores da Gestnave a integração no quadro da Lisnave.

Vale tudo
Na Rodoviária da Beira Litoral, os motoristas contratados estão com salários de 300 euros e são forçados a ficarem retidos mais de 12 horas para cumprirem os turnos impostos pela Transdev, denunciou, dia 1, a Federação dos Sindicatos de Transportes rodoviários e Urbanos, Festru/CGTP-IN, num comunicado. A Transdev é também acusada por suprimir carreiras e alterar horários, prejudicando os utentes. «Para os franceses do Grupo Transdev já vale tudo», considera a federação.

CTs
O XIII Encontro Nacional de Comissões de Trabalhadores (CTs) ficou marcado para 1 de Junho, no auditório do Instituto Português da Juventude, em Coimbra, decidiu, dia 1, a comissão organizadora, num encontro na mesma cidade.

Sargentos
O Dia Nacional do Sargento, a 31 de Janeiro, foi evocado, sob o lema «Firmes e unidos, até que a Lei se cumpra», pela Associação Nacional de Sargentos que volta a assinalar a data da revolta dos sargentos das guarnições do Porto, em 1891. As celebrações decorrem em 20 cidades e vilas.