Breves
<br>Alemanha <br>encerra minas
A coligação entre sociais-democratas e conservadores anunciou, na passada semana, o encerramento, até 2018, das oito minas de carvão situadas na Renânia do Norte-Vestefália e no Sarre (noroeste da Alemanha) que, ao longo de muitas décadas, foram um dos alicerces do poderio industrial do país.
Nos anos 60, a região empregava na actividade mineira 490 mil pessoas que extraíam mais de 150 milhões de toneladas por ano. Actualmente, o número de mineiros ronda os 34 mil efectivos e a produção anual não passa dos 22 milhões de toneladas/ano. Tendo em conta a sua importância estratégica, o estado federal e as regiões subvencionaram fortemente o sector, estimando-se que tenham sido canalizados desde 1961 cerca de 130 mil milhões de euros em ajudas públicas diversas.
Agora, o governo alemão evoca o elevado custo de extracção (três vezes superior ao preço do carvão importado), para fechar gradualmente as minas, evitando despedimentos em massa.

Grã-Bretanha <br>mobilizou menores
Quinze soldados britânicos com menos de 18 anos foram enviados para o Iraque depois de 2003 e até 2005, revelou no domingo, 4, o ministro da Defesa, Adam Ingram, depois de ter sido interpelado pela deputada liberal-democrata, Sarah Teather.
Na resposta escrita, o governante confirmou que entre os menores mobilizados estavam quatro raparigas de 17 anos. Contudo, precisou, «a maioria estava a uma semana do 18.º aniversário ou foram retirados do teatro de operações menos de uma semana após a chegada». Apenas «cinco jovens com 17 anos estiveram mobilizados no Iraque por mais de três semanas», acrescentou o ministro.
A deputada sublinhou a gravidade dos factos, considerando «impossível que pessoas tão jovens estejam mental ou emocionalmente preparadas para enfrentar um derramamento de sangue como o que acontece no Iraque».
Acresce que a Grã-Bretanha é um dos países signatários de um acordo das Nações Unidas sobre o não envolvimento de menores em conflitos armados.

Indústria automóvel <br>expande-se
A facturação da indústria automóvel em todo o planeta atingiu, em 2005, o valor de 1890 milhões de milhões de euros, ou seja o equivalente ao PIB da sexta economia mundial.
Segundo dados divulgados no final de Janeiro pela OICA (organização internacional de construtores de automóveis), o sector produziu 66,6 milhões de veículos, empregando na montagem e fabrico de componentes cerca de 8,4 milhões de pessoas, ou seja, cinco por cento do emprego total na indústria manufactureira. A organização calcula que dependem indirectamente desta actividade cinco vezes mais postos de trabalho.

Grã-Bretanha <br> bate recorde de falências
O número de falências na Grã-Bretanha ultrapassou, em 2006, pela primeira vez a fasquia da centena de milhar. Segundo dados oficiais divulgados pelo diário The Guardian, 107.288 pessoas jurídicas declaram-se incapazes de assumir os seus compromissos financeiros.
Só no último trimestre do ano passado, o registo de falências foi 44% superior ao do mesmo período de 2005, situação que as instituições de crédito calculam que possa agravar-se no presente trimestre.
Os sucessivos aumentos das taxas de juro pelo Banco de Inglaterra, para o actual nível de 5,25%, são apontados como uma das razões para esta crise financeira das empresas.

Milhares em Sevilha <br> contra NATO
Cerca de cinco mil pessoas manifestaram-se, no domingo, 4, em Sevilha, em protesto contra a cimeira de ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), agendada para hoje, quinta-feira, e amanhã na capital da Andaluzia.
A acção foi convocada pelo Fórum Social de Sevilha e contou com a participação do coordenador-geral da Esquerda Unida (IU), Gaspar Llamazares, entre outros dirigentes políticos e deputados de esquerda.