• Vasco Cardoso
    Membro da Comissão Política

É necessário dar continuidade ao trabalho e não baixar o nível de exigência
O PCP está mais forte!
No seguimento do XVII Congresso, em Novembro de 2005, o Comité Central aprovou uma resolução sobre questões de organização, sob a consigna, «Sim, é possível! Um PCP mais forte». Tratou-se na altura do profundo compromisso de todo o Partido de proceder à concretização de um conjunto de medidas integradas que visava, no ano em que se assinalava o 85º aniversário do PCP e o 75º Aniversário do Avante!, reforçar a capacidade de intervenção e a organização do PCP.
No último fim-de-semana, em nova reunião do Comité Central, procedeu-se à avaliação do conjunto de medidas adoptadas e concluiu-se, como aliás a resolução aprovada tornou público, que «o PCP está mais forte e com isso ganham a classe operária, os trabalhadores, o povo português e Portugal.»
Estamos mais fortes porque, ao longo de 2006, foram realizados mais de 2300 recrutamentos para o Partido num «movimento de atracção ao PCP que permite integrar novas forças e vontades e constitui significativo motivo de confiança». Estamos mais fortes porque, em organismos de direcção e noutras tarefas, foram responsabilizados mais de 1400 camaradas, 712 dos quais com menos de 35 anos, o que significa mais energias, capacidades e disponibilidades postas ao serviço do Partido e da luta, «num processo de rejuvenescimento e de reforço da capacidade de direcção de grande alcance». Estamos mais fortes porque, se realizaram «363 assembleias das organizações, o maior número de assembleias realizadas desde sempre num ano, (...) numa importante demonstração do funcionamento democrático do Partido e do reforço da sua dinâmica de base».
E estamos mais fortes porque na intervenção junto da classe operária e dos trabalhadores, na integração dos membros do Partido em organismos, no reforço das estruturas de ligação, na assunção de tarefas regulares, no aumento do número de camaradas organizados a partir das empresas e locais de trabalho, apesar da sua insuficiência, também se registaram progressos, aos quais é necessário dar continuidade.
Estes resultados não teriam sido possíveis de alcançar sem uma compreensão alargada sobre a importância destas medidas, sem um profundo trabalho colectivo, sem a quantificação de objectivos e a definição de meios, sem a calendarização e planificação das tarefas e sem um rigoroso controlo de execução, num estilo de trabalho que se exige cada vez mais a um Partido revolucionário.
Estamos sobretudo mais fortes, porque há hoje, em todo o colectivo partidário uma compreensão mais vasta não só sobre a necessidade de uma permanente e dinâmica reflexão e intervenção nas questões de organização, mas também, uma consciência maior das reais possibilidades de avançar e crescer enquanto Partido.

O Partido reforçou-se na luta

Enganam-se os que pensam que esta acção geral de reforço do Partido foi feita de costas para os problemas dos trabalhadores, do povo, do país e do mundo. Pelo contrário, provou-se a profunda relação dialéctica entre o reforço da organização e a intervenção empenhada e combativa do nosso Partido.
Ao longo de 2006, assumindo o seu insubstituível papel, o PCP foi portador de uma ampla e qualificada intervenção, que deu resposta às aspirações dos trabalhadores e do povo e combate à política de direita do Governo PS/Sócrates. Por todo o país, realizaram-se milhares de acções e iniciativas ligadas às dificuldades, situações e problemas concretos por parte das populações mas, também, foram os comunistas aqueles que, nas pequenas e grandes lutas, mais contribuíram para a sua realização e êxito.
Confirmou-se que muitas das medidas e orientações dirigidas para o reforço da organização tiveram já reflexo, por exemplo, na jornada de 25 de Novembro e no poderoso protesto geral pela mudança de políticas de 12 de Outubro.

2007: consolidar, crescer, avançar

Estamos agora, em 2007, conscientes de que não se irão repetir as condições que tivemos para levar por diante esta acção de reforço da organização. Mas significa isto que vamos interromper aqui esta tarefa? Não. O reforço do Partido é uma tarefa permanente. Não se tratou de «arrumar a casa» mas, antes, de dar resposta a problemas e dificuldades que, a continuarem, conduziriam à diminuição da capacidade de intervenção do Partido. Problemas e dificuldades que, por tudo o que fizemos, também hoje conhecemos melhor.
É por isso necessário, antes de mais, dar continuidade a este trabalho, não baixar o nível de exigência que temos vindo a colocar, o que significa entre outros aspectos: responsabilização de quadros, sobretudo de jovens, operários e outros trabalhadores, contribuindo para a sua formação política e ideológica; reforço do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores, através do levantamento rigoroso da situação existente em cada região e da elevação do número de camaradas organizados a partir das empresas e locais de trabalho; estímulo ao funcionamento efectivo das organizações de base, promovendo o funcionamento colectivo e a ligação à acção política e de massas na sua área de intervenção; crescimento do volume de receitas, em particular das quotizações dos militantes.
Estamos mais fortes, mas também mais conscientes do que temos fazer. Com a mesma confiança e determinação, em 2007 demonstraremos que Sim, é possível! consolidar, crescer e avançar com este Partido, preparando-o para intervir e continuar a cumprir o seu papel, sejam quais forem as circunstâncias em que se encontra. E daremos uma resposta ainda maior às necessidades e aspirações dos trabalhadores e do nosso Povo, na defesa dos seus direitos, na afirmação do projecto e do ideal comunista.


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